A Lança da Vingança espera para atacar.

A Lança da Vingança espera para atacar.


O 2017 World Championship chegou em sua reta final. O torneio foi marcado pelas surpresas e reviravoltas. Cada série contou uma história diferente, mas todas elas tinham um capítulo em comum: o ban de Kalista no lado vermelho.

Até aqui, foram disputados 77 mapas e a Lança da Vingança foi banida em todos eles, sempre no lado vermelho durante a 1ª fase do draft. Mas o que faz a campeã tão forte ao ponto de todos os times eliminarem a possibilidade de ela ser escolhida? Explicar é muito mais difícil do que prever o banimento, mas esse post vai responder muitas das perguntas que você pode ter.

Ardent Censer e Guinsoo’s Rageblade: o verdadeiro duo do amor.

O Turíbulo Ardente é o item mais popular (e desbalanceado) desse Campeonato Mundial. Ele foi comprado em 100% dos jogos de Lulu, Janna, Rakan e Taric, os quatro supports mais escolhidos nesse metagame.

A Lâmina da Ira de Guinsoo é outro item importante no 2017 World Championship. Ela é essencial nas builds de Varus e Kog’Maw, dois atiradores no top 5 desse campeonato.

A combinação desses dois itens é extremamente forte na Kalista. Boa parte do dano da campeã vem das lanças acumuladas em seus oponentes e tanto o Ardent Censer (com o buff de velocidade de ataque) como a Guinsoo’s Rageblade (com sua passiva) otimizam esse processo.

Mobilidade a cada auto attack.

Outro padrão desse mundial são as linhas de frente compostas por dois tanks, normalmente o top laner e o jungler. O resultado desse setup são teamfights longas, muitas vezes decididas em erros de posicionamento dos carries.

Em um mundo onde as frontlines são compostas por campeões como Sejuani, Jarvan IV, Gragas e Cho’Gath, a mobilidade extra da Kalista é extremamente valiosa e é algo que nenhum outro AD Carry no jogo é capaz de fazer.

A executora.

Muitas partidas desse mundial foram decididas em jogadas relacionadas ao Barão Nashor. A captura do monstro épico dá um buff que, quando bem utilizado, é capaz de criar gold leads de até 5k ao longo de sua duração de três minutos e meio.

Se a Kalista tiver tempo para acumular suas lanças, ela é capaz de garantir o objetivo para seu time através da ativação do Lacerar. Essa possível jogada faz com que os seus oponentes precisem controlar a visão da área constantemente, o que permite que o time da Lança da Vingança possa controlar outras regiões do mapa sem contestação.

She attac but she also protec.

Além de executar monstros épicos e campeões extremamente resistentes, a Kalista é capaz de proteger seus aliados com o Chamado do Destino. Essa habilidade é extremamente útil em um metagame onde os supports são pouco resistentes e tower dives 4v2 no bot são constantes. Fora da laning phase, o Fate’s Call é versátil: em teamfights ele pode funcionar como ferramenta de reset ou counter engage, em skrimishes, o knock-up pode ter um impacto enorme e a habilidade também serve para salvar supports que estejam fora de posição quando eles estão colocando sentinelas ou simplesmente limpando a visão de uma determinada área.

Não se deixe enganar, a Kalista desse ano é muito diferente da Nidalee de 2016, o Gangplank em 2015, Alistar em 2014 e Zed em 2013. O que faz a Kalista forte é a sua relação com o metagame atual e não uma sinergia com um item ou números extremamente desbalanceados. A alta prioridade da atiradora foi definida pelo meta, já os outros campeões forjaram o meta em função de sua prioridade. A final está chegando e eu não acho que veremos a campeã na Summoner’s Rift. A Lança da Vingança descansará, por hora.

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