As franquias e a redenção da LCS NA

As franquias e a redenção da LCS NA

Ainda é cedo para afirmar, mas 2018 está se pintando como o ano de maiores mudanças e amadurecimento dos Esports até hoje. A Overwatch League começou com tudo, a Valve investe cada vez mais em CS:GO e Dota 2 e diversos torneios oficiais de LoL pelo mundo anunciaram grandes mudanças para a próxima etapa.

Entre eles está a LCS NA. A região passou por altos e baixos durante o Mundial, com a quase classificação da Cloud 9 para as semis e uma atuação pífia da TSM na Fase de Grupos, e se prepara para seguir os passos das grandes ligas americanas ao adotar o modelo de franquias.

Esse estilo de campeonato é um pouco extraterrestre para quem não acompanha a NBA ou a NFL, mas a grande diferença está na volatilidade do torneio: ao invés de usar o sistema europeu de rebaixamento e promoção, todas as equipes têm vaga garantida, e só saem a pedido ou vendendo a vaga. E ainda que seja apenas uma mudança pontual, ela faz uma diferença enorme nos bastidores da modalidade, principalmente no Esport. Explico.

Por mais que tenhamos avançado nos últimos anos, seja em competitividade, público ou premiações, o Esport ainda é uma ideia muito nova com algumas barreiras pela frente. A modalidade está aos poucos desconstruindo a imagem do moleque jogando videogame no quarto, se mostrando competitiva como um esporte tradicional e com capacidade de cativar os mais diversos públicos, em especial o mais jovem, que está construindo seu universo pessoal.

(via LoLEsports)

Sabe aquela dificuldade que as marcas tem de se conectar com o jovem de hoje? Os Esports podem ser o caminho para mudar isso, e é aqui que o modelo de franquias entra como um grande aliado das equipes de esportes tradicionais, principalmente das norteamericanas, que já convivem com isso. A segurança das franquias garante que, independente dos seus resultados durante a temporada, a equipe, e consequentemente a marca, continue sendo representada na principal competição da modalidade.

Com a exposição e o retorno praticamente garantidos, os investimentos saltam. Os donos dos Golden State Warriors, Cleveland Cavaliers e New York Yankees foram os primeiros a mergulhar de cabeça na LCS NA, representados pelo Golden Guardians, 100 Thieves e Echo Fox. Outros grupos como a Madison Square Garden Company e até a Disney injetaram dinheiro em equipes do torneio (CLG e Team Liquid), ao mesmo tempo que rumores indicam um acordo de U$25 milhões entre TSM e investidores.

A Challenger Series também entrou no negócio, já que perdeu a função de promoção/rebaixamento, e agora funcionará como uma mini-LCS. Chamada de Academy League, possui uma equipe de cada membro do torneio principal e vai ser totalmente focada no desenvolvimento de novos jogadores, basicamente um campo de treinos para testar novos players antes de subi-los para os times principais (olá Levi).

A adoção do modelo de franquias pela LCS NA vai ser um teste e tanto para os Esports, assim como a Overwatch League está sendo. Será interessante ver se esse aumento nos investimentos vai ter o mesmo impacto que teve quando o League se instalou definitivamente na China, como a nova onda de estrangeiros que chegou à região vai mudar a competitividade e como será a relação Academy League e LCS. A ação começa no dia 20 de janeiro, e não há como esperar menos dessa temporada.

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