Embate entre C9 e TSM decidiu primeiro finalista da LCS NA

Embate entre C9 e TSM decidiu primeiro finalista da LCS NA

Cloud9 e Team Solo Mid travaram uma eletrizante batalha por uma vaga na final do Summer Split da NA LCS. As cinco partidas foram marcadas por campeões inesperados, substituições decisivas, lutas dramáticas, histórias de redenção e grandes performances individuais e coletivas, com direito a roubo de Pentakill e uma cativante entrevista com a mãe de Goldenglue.

TSM contra C9 é um clássico do League of Legends, e o confronto de ontem apenas alimentou a rivalidade entre estas duas tradicionais organizações do E-Sport ocidental.

JOGO 1

Nenhum dos times manteve cartas escondidas nas mangas por muito tempo. Já na primeira seleção de campeões, Bjergsen escolheu a nova Akali e Jensen respondeu optando por seu temido Zilean. Como um todo, ambas as equipes pareciam estar preparadas para partir para o ataque com boas composições de engage e dive: a TSM contava com Sion, Gragas e Shen, além da Akali, enquanto a Cloud9 tinha Ornn, Nocturne e Braum para iniciar lutas.

A atitude das equipes no começo do primeiro jogo foi definida pela natureza dos campeões que estavam nas mãos de seus bot laners. A Cloud9 buscou vantagens no início do jogo para tentar causar um efeito bola de neve e acabar com a partida rapidamente, já que Sneaky, AD Carry da equipe, selecionou Quinn, um campeão que não escala muito bem para o late game. Enquanto isso, a TSM tentava ganhar tempo para Zven, que conseguiria se destacar no final do jogo com sua Kai’sa.

O maior erro da Cloud9 foi não controlar objetivos neutros ao longo da partida, mesmo quando estava com a partida sob controle. A TSM, por outro lado, mesmo tentando esticar a partida para o escalamento de seus campeões, garantiu todos os 4 Dragões Elementais da partida, além do Arauto do Vale, o único Barão e o único Dragão Ancião da partida.

No final das contas, a TSM conseguiu segurar a proatividade do início do jogo da C9, agregou as ferramentas que precisava e esperou o momento certo para garantir a vitória depois de 40 minutos de partida.

JOGO 2

Ambos os times sentiram que o problema da primeira partida não foi a estratégia, mas a execução, o que resultou numa seleção de campeões quase idêntica. As únicas diferenças para a C9 foram Camille e Varus ao invés de Nocturne e Quinn nas mãos de Blaber e Sneaky, para garantir um pouco mais de segurança caso o jogo passasse de 30 minutos de duração novamente. Do lado da TSM, apenas uma mudança: Grig jogou de Poppy na Selva.

A Cloud9 foi pra cima desde o começo novamente, mas dessa vez a proatividade pagou dividendos. Apesar de não conquistar muitos abates, a equipe pressionou as lanes e conseguiu controlar torres e objetivos neutros, abrindo caminho para a vitória com rotações melhores que a de seus oponentes.

Quando finalmente começaram as lutas de time, ficou claro: as vantagens em farm e objetivos neutros da C9 foram suficientes para que ganhassem com relativa tranquilidade.

JOGO 3

Enquanto a seleção de campeões da segunda partida foi quase idêntica à primeira, a do terceiro jogo mexeu um pouco mais com a cara do jogo, pelo menos do lado da TSM. A Cloud9 continuou optando por uma composição que necessita de snowball, com muito dano explosivo no começo do jogo mas pouco dano por segundo no late game. Em resposta, a Team Solo Mid escolheu campeões com bons stats defensivos, mais uma vez visando levar o jogo para além dos 30 minutos de duração.

O ponto decisivo do jogo foi aos 14 minutos de partida, quando a C9 forçou uma teatral luta no rio, entre o Dragão e o buff vermelho adversário. Com o dano explosivo da composição, a Cloud9 garantiu o primeiro abate da porradaria em cima de Bjergsen, tirando a Irelia da jogada. Logo em seguida, o Galio de Jensen e o Shen de Mithy também caíram, e por um momento a C9 manteve a vantagem numérica. Porém, com as habilidades em recarga, Sneaky e companhia sentiram falta de DPS, e foram aniquilados pelo Swain de Zven, que conseguiu um Quadra Kill e foi atrás do Penta, negado pelo Dragão da Montanha, que abateu Licorice e atribuiu o último abate da rinha ao top laner Hauntzer. Vale a pena ver o replay.

Com a vantagem e uma composição de maior impacto no late game, a TSM fechou a vitória em 34 minutos e conquistou uma liderança de 2-1 na série.

JOGO 4

Entre o terceiro e o quarto jogo a equipe da Cloud9 tomou uma decisão arriscada: fazer substituições. Saíram o mid laner Jensen e o jungler Blaber e entraram Goldenglue e Svenskeren, ex-jogador da TSM.

Para Svenskeren participar desta série era uma oportunidade de se provar. Depois de não conquistar tudo que era esperado quando jogava pela Team Solo Mid, Sven foi duramente criticado por fãs e apontado como a causa principal do sucesso insuficiente do time na época. Agora era a chance de conquistar sua redenção.

Svenskeren, ex-TSM, entrou na quarta partida em busca de mostrar seu talento. (Divulgação / Riot Games)

Na seleção de campeões, a cara da C9 já mudou bastante. Com a entrada dos substitutos, Graves e Malzahar foram as novas prioridades de escolha, e o plano mudou: já que a TSM não seria proativa, a Cloud9 resolveu parar de forçar um ritmo mais acelerado de jogo e começou a explorar os erros dos adversários.

Mesmo assim, no começo da partida parecia que a TSM faria daquele o último jogo da série, com um abate em Goldenglue e pequenas vitórias ao redor do mapa. Porém, estas vantagens estavam nas mãos erradas: dos 5 primeiros abates conquistados pela Solo Mid, quatro foram do suporte Mithy com seu Tahm Kench. Com isso, a C9 conseguiu voltar para o jogo, conquistar vantagens rapidamente a partir dos 10 minutos de partida e manter a situação sob controle. Aos 27 minutos, Licorice brilhou e ajudou seu time a abater dois membros da TSM, o que levou a um Barão tranquilo a favor da C9. A partir daí, foi só pressionar e finalizar o quarto confronto em 32 minutos, forçando a decisiva quinta partida.

JOGO 5

TSM contra Cloud9. Clássico. Decisivo quinto jogo.

A C9 manteve Goldenglue e Svenskeren no time. Era a chance de Sven mostrar seu valor para quem o menosprezou.

Nos picks e bans, só dois campeões se mantiveram: o Graves e o Malzahar da Cloud9. Zeyzal voltou a escolher a Leona que não deu muito certo no terceiro jogo, Sneaky recorreu à poderosa Kai’sa e Licorice, estrela do dia, optou pela Poppy. Do lado da TSM, os carregadores Bjergsen e Zven voltaram às escolhas que estavam dando certo: Irelia e Swain, enquanto seu time elegeu campeões para facilitar o trabalho dos dois: Ornn, Sejuani e Gragas.

Sven, em busca de se libertar das críticas do passado, foi pra cima com apenas 3 minutos de jogo com um dive no top, resultado da excelente pressão de lane de Licorice. Porém, por um descuido do jungler da C9, a torre o focou muito cedo e a jogada acabou em first blood e dois abates para a TSM, enquanto Licorice conquistou apenas um abate para seu time.

Apenas dois minutos depois, continuando seu esforço para se provar, Svenskeren foi à mid lane, mas com um péssimo posicionamento, apenas cedeu mais um abate para seus oponentes, sem conquistar nada. Por um momento, parecia que Svenskeren tinha jogado fora sua oportunidade.

Mas a Cloud9 manteve a cabeça erguida na partida decisiva. Com vantagens na rota superior e na rota inferior e com a rota do meio e a selva ainda não completamente anuladas, a equipe buscou o jogo e, um passo, um abate, um objetivo de cada vez, colocou o jogo em equilíbrio de novo até que, aos 22 minutos de jogo, conseguiram abater Zven, que estava fora de posição, e aproveitar para levar e segunda torre e a torre do inibidor da rota superior.

Em seguida, com o retorno de Zven, a TSM resolveu punir a C9 e comprou uma luta, investindo teleportes e ultimates. Entretanto, a TSM não tinha o poder para bater de frente com a Cloud9 e pagou com 3 mortes. Apenas Zven e Mithy, a lendária bot lane que dominou a Europa por dois anos, restaram. Mas não foi suficiente. Com os Voidlings de Malzahar, a Cloud9 conseguiu destruir o inibidor superior, as torres do Nexus e, com apenas 23 minutos de partida, o objetivo final.

Svenskeren se provou na frente de seus críticos e a Cloud9 está de volta às finais da LCS norte americana, após uma emocionante série que consolidou TSM e Cloud9 como uma das maiores rivalidades do E-Sport ocidental.

No dia 9 de setembro, sábado, às 18:00, horário de Brasília, a C9 enfrenta o vencedor de Team Liquid vs. 100 Thieves em busca do título do torneio.

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