Finais do CBLOL: Tradição Rubro Negra vs Golden Boys

Finais do CBLOL: Tradição Rubro Negra vs Golden Boys

Os eSports se agitaram durante o final de semana. Teve a SK Gaming jogando o Dreamhack Masters Malmö, as decisões de 3º lugar e as finais do LCS Norte America e Europe e, é claro, as finais do Campeonato Brasileiro de League of Legends.

De um lado, a paiN Gaming com uma line-up repleta de veteranos e com o apoio da maior torcida do Brasil. Seus desafiantes vestiam dourado e em busca de redenção: a Team oNe chegou à final do CBLOL em seu split de estreia com uma line-up repleta de nomes conhecidos e com muita desconfiança do ponto de vista. Após 4 jogos, se sagrou um novo campeão brasileiro e mais um time se classificou para o Campeonato Mundial de 2017. Confira alguns pequenos detalhes que fizeram toda a diferença nos jogos de sábado.


Jogo 1:

Team oNe: Shen, Rek’Sai, Corki, Tristana e Braum

paiN Gaming: Maokai, Jarvan IV, Orianna, Xayah e Lulu

O Caçador Alanderson “4LAN” Meireles começou as finais com o pé esquerdo entregando o first blood para Gabriel “Kami” Santos aos 4 minutos de jogo. Entretanto, foi a Team oNe que destruiu a primeira torre ao rotacionar 4 jogadores para o bot e aproveitar a vantagem de push da tristana de Luis “Absolut” Carvalho.

A partida esquentou aos 24 minutos, quando a paiN Gaming iniciou o dragão enquanto a Team oNe optou por aplicar pressão nas duas side lanes simultaneamente. Os garotos de dourado destruíram a T2 e T3 do top e a T2 do bot, mas os veteranos rubro-negros conseguem 2 kills e com um bom setup no baron, eles conseguem o objetivo e mais 3 kills em um ace não-oficial.

A paiN utilizou o barão em um siege mid com cinco jogadores enquanto as duas side lanes empurravam em seu favor. Após um dive forçado e de alto risco na T3 do mid, a paiN vence uma teamfight com uma excelente atuação de Pedro “Matsukaze” Gama. A vitória na batalha rendeu o inbidor aos veteranos que, após cometer alguns erros de setup de wave e na resposta do split push do Shen, venceu o primeiro jogo da série.

(Divulgação/Riot Games)

Jogo 2:

Team oNe: Dr. Mundo, Sejuani, Corki, Tristana e Janna

paiN Gaming: Cho’ Gath, Jarvan IV, Galio, Sivir e Lulu

O 2º jogo começou muito favorável para a Team oNe. Aos 8 minutos, o caçador Rodrigo “Tay” Panisa entregou o first blood ao invadir o red de 4LAN mesmo sem o apoio de seus laners. Minutos depois, a paiN executa um dive no bot, mas troca 2 jogadores por 2 após fazer um investimento muito maior de jogadores e summoner spells.

O jogo mudou após um swap rápido iniciado pela Team oNe que resultou na troca de torres, arauto e dragão de maneira igual, mas que abriu o mapa dando oportunidade para os Golden Boys controlarem melhor a região do baron. Com um excelente controle de visão, o time de 4LAN conseguiu vários pick-offs que foram convertidos em torres e forçou a paiN a iniciar lutas que pareciam impossível de vencer.

Um ponto chave dessa partida foi a falta de dano da composição da paiN durante os estágios finais do jogo. Sem uma liderança substancial nas primeiras etapas do jogo, parece que essa combinação de 5 campeões está fadada ao fracasso quando enfrenta uma composição de teamfight com uma linha de frente sólida e resistente.

(Divulgação/Riot Games)

Jogo 3:

Team oNe: Trundle, Gragas, Orianna, Tristana e Janna

paiN Gaming: Cho’Gath, Sejuani, Malzahar, Jinx e Lux

Nós sabíamos que o duelo entre Álvaro “VVvert” Martins e Matheus “Mylon” Borges seria decisivo nessa série melhor de cinco e foi exatamente isso que aconteceu no 3º jogo. VVvert solou Mylon na lane aos 5 minutos e o caçador 4LAN garantiu a vantagem de seu top laner com um gank um minuto depois do first blood.

Um erro de Mylon custou sua vida, o first blood e o jogo para a paiN. O caçador 4LAN manteve a sua tendência de controlar visão e garantiu que VVvert estava seguro durante todas as suas tentativas de split push. Com o mapa aberto, vantagem em uma das side lanes e um split pusher que não podia ser parado, a Team oNe fez o que quis no restante do jogo e aumentou a vantagem de ouro com pick-offs e manipulação de wave adequada até cometer alguns erros de posicionamento.

De abate em abate a paiN conseguiu encontrar uma posição para iniciar o barão, o que os colocaria de volta no jogo, entretanto o buff épico foi roubado por 4LAN. Utilizando essa vantagem, a oNe fechou o jogo em um setup de split push 4-0-1 muito bem trabalhado e seguro colocando-os a apenas um mapa de vencer o CBLOL e carimbar seu passaporte para a China.

(Divulgação/Riot Games)

Jogo 4:

Team oNe: Dr. Mundo, Sejuani, Orianna, Twitch e Braum

paiN Gaming: Jarvan IV, Zac, Vel’Koz, Varus e Rakan

O último jogo da série começou quente com um invade em grupo da Team oNe que resultou no first blood com apenas 1:09 de jogo em Mylon. Seguindo a tendência do jogo anterior, 4LAN fez seu retorno no top aos 3 minutos e conseguiu o 2º kill no top laner rubro-negro.

Durante o mid game o jogo foi de contrastes: a paiN conseguiu equalizar e virar o placar de abates com o combo de longa distância e o grande volume de Controle de Grupo criado com Zac, Varus e Vel’Koz. Entreanto, a Team oNe mostrou um controle de mapa superior e mesmo com os kills, a paiN sempre ficou atrás no placar de torres e objetivos.

O jogo foi se arrastando e de trocando um abate por uma torre ou dragão, a Team oNe conseguiu se estabelecer na partida e enfrentar a paiN em teamfights favoráveis que resultaram na vitória e no título dos estreantes no CBLOL.

(Divulgação/Riot Games)

Na minha opinião, essa série foi decidida fora da Summoner’s Rift e antes dos times viajarem até Belo Horizonte. Ao longo desse split a paiN Gaming mostrou problemas em todos os aspectos de seu macro game: tomadas de decisão, setup de waves, lane assignments e distribuição de recursos. Enquanto isso, esse foi o aspecto que a Team oNe mais evoluiu durante as 7 semanas, a longa pausa para os playoffs e a melhor de cinco contra a Red Canids.

Outro ponto-chave foi a disparidade entre as comissões técnicas. Pessoalmente eu não fã sou de Vinícius “Neki” Ghilardi nem de Guilherme “Necro” da Silva, head coach e assistant coach da ONE, mas a dupla foi muito superior à Arthur “PAADA” Zarzur e César “Juc” Barbosa. Os treinadores da paiN não tiveram a capacidade de adaptar seus drafts e seu time ao longo da BO5, o que teve grande impacto no resultado final.

(Divulgação/Riot Games)

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *