“… from the land down under” – Dire Wolves

Antiga conhecida dos brasileiros, a OPL tem o histórico de sempre ser um incômodo para as equipes do CBLoL. Representada pela Chiefs em Wildcards passados ou, mais recentemente, pela Dire Wolves no MSI, as equipes da Oceania não são conhecidas por sua qualidade técnica, mas isso não os impede de ser uma pedra no sapato de outros competidores.

Após um ano conturbado na Oceanic Pro League, a Dire Wolves conseguiu se estabelecer como a grande campeã nas duas etapas de 2017, batendo adversários de maior favoritismo como Chiefs e Legacy. O título da primeira etapa garantiu uma vaga para a Fase de Entrada do MSI, em São Paulo, onde, em meio a uma campanha péssima e ao contrário de todas as expectativas da torcida brasileira, conseguiu vencer a RED Canids, destruindo as chances de classificação da equipe da casa para a segunda fase no Rio de Janeiro.

Até então, a história se repete. Após conquistar a segunda etapa da OPL, a Dire Wolves carimbou seu passaporte para a China e, em um golpe do destino, foi sorteada para fazer parte do grupo da representante brasileira Team oNe.

Diferentemente do MSI 2017, onde a Dire Wolves era vista como uma das possíveis competidoras de meio de tabela em seu grupo, a equipe australiana chega ao Mundial 2017 como a possível pior equipe da competição.

As expectativas para os lobos eram maiores no início do ano devido à falta de informações consistentes sobre a equipe, causada por uma etapa atípica com diversos problemas em organizações e algumas desistências ao longo do semestre, e pelo legado deixado pela Chiefs em competições Wildcard, onde sempre foram uma força e conseguiam embolar muito bem a competição. A presença de alguns bons jogadores em sua equipe, como o caçador Shernfire e o suporte Destiny, também pesava nas análises pré competição, porém suas atuações não passaram de algo comum dentro do panorama que o resto dos competidores apresentaram no MSI. Passado o MSI, a Dire Wolves tinha o Rift Rivals e um novo split da OPL para disputar e, possivelmente, tentar se redimir.

O Rift Rivals chegou e a decepção apareceu novamente. Em três partidas disputadas, a Dire Wolves conseguiu apenas uma vitória e duas derrotas, sendo uma delas na partida decisiva da série contra as equipes da GPL, onde foram derrotados pela Marines, equipe que fez campanha oposta aos australianos no MSI 2017.

Na segunda etapa da OPL, os lobos australianos conseguiram uma campanha “empolgante”. Com apenas uma derrota e com a quebra da invencibilidade da Legacy eSports nas semanas finais, a Dire Wolves cravou a primeira colocação da etapa regular e garantiu uma vaga direta para a final dos playoffs (disputado no formato gauntlet). Na final, a vitória contra a Chiefs por 3 a 1 carimbou o passaporte dos australianos para a China.

Agora dentro do Mundial 2017, a Dire Wolves tem uma missão praticamente impossível, mas, caso siga os passos da Chiefs, pode dar trabalho. Virtualmente os piores da competição, eles têm pela frente em seu grupo uma Team oNe com um estilo de jogo muito mais agressivo e tático que a RED Canids da primeira etapa, além do terceiro seed norte-americano, a Cloud 9 e sua equipe de estrelas que integra o pelotão do topo dessa Fase de Entrada.

Em meio a esse cenário hostil, o trunfo dos lobos australianos pode vir caso sejam desrespeitados dentro do Rift. Como já fizeram uma vez, eles podem punir tranquilamente os adversários que não apresentarem seriedade em seu jogo, se agigantando e transformando o grupo em um possível inferno apesar de sua inferioridade individual e coletiva.

O futuro da Dire Wolves é certamente obscuro, mas eles podem trazer um pouco de trevas para o campeonato de seus adversários.

Ei, Dire Wolves, uma dica sobre o seu grupo:
“Can’t you hear, can’t you hear the thunder
You better run, you better take cover”

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *