Gambit – Da Rússia, com amor

Gambit – Da Rússia, com amor

A equipe da estrela vermelha está de volta ao Mundial, dessa vez sem o protagonismo de anos atrás.

O ano era 2012, uma potência global surgia no cenário de LoL. Em meio a diversos cenários desconhecidos, campo aberto para disputas e nenhum favorito consolidado, uma equipe de personagens únicos tomava os corações dos fãs com sua onda vermelha – clara referência à história da Mãe Rússia e ao banho de sangue que seus adversários encontravam em partidas contra os melhores jogadores já revelados pelo maior país do mundo (vale citar a nacionalidade armênia do suporte Edward, considerado na época um dos melhores do mundo em sua posição).

Ainda jogando pela tag Moscow5, o quinteto formado por Darien, DiamondProx, Alex Ich, Genja e Edward (também conhecido como GoSu Pepper) alcançou as semifinais da segunda edição do Mundial, onde foram derrotados pela eventual campeã Taipei Assassins. O futuro era promissor para esse plantel de estratégias loucas, builds estranhas, porém geniais, e bastante carisma.

No ano seguinte, rodeados de expectativa pelos fãs de todo o mundo, o plantel russo, desfalcado do suporte Edward, assumiram a bandeira da Gambit Gaming, estreando a estrela vermelha em campeonatos mundiais. Diferente da aparição no ano anterior, os russos não embalaram no Mundial de 2013 onde, após uma fase de grupos relativamente boa, foram eliminados na fase seguinte pela poderosa Najin Black Sword.

Desde então, quatro anos se passaram e, finalmente, um dos escudos que mais embalaram os primórdios dos Mundiais está de volta.

Atualmente jogando pela região da Comunidade dos Estados Independentes (CEI, do inglês CIS), a Gambit conseguiu escalar sua volta ao cenário internacional de maneira surpreendente, contando com um plantel reformulado com novas, e promissoras, caras do cenário, além de dinossauros do League of Legends. Eles voltaram, mas não com a mesma intensidade de antes.

Para a segunda etapa de 2017, as contratações surtiram efeito, garantindo a todos os membros da Gambit, o carimbo no passaporte para a China. Velho conhecido dos brasileiros e dono de um estilo de jogo insano, o recém contratado Kira “O Vida Loka” garantiu sua segunda passagem para um Mundial, campeonato em que, com sua antiga equipe Albus Nox e juntamente com PvPStejos, também novo integrante da Gambit, em 2016 surpreendeu o mundo ao derrotar uma das favoritas ao título, a impressionante ROX Tigers. A vitória contra a powerhouse coreana na fase de grupos selou o avanço de Kira e cia para as eliminatórias do torneio, onde não foram fortes o suficiente para progredir.

A equipe da estrela vermelha também acertou a contratação de Blasting, atirador ex-Virtus.Pro também do CEI, que teve boas atuações no MSI 2017 pela sua antiga equipe. A Gambit acertou o mundo com um golpe de nostalgia quando, em meio às contratações, encaminhou o acerto com o suporte Edward, reeditando uma dupla do plantel da saudosa Moscow5, visando a classificação para o Mundial 2017.

Depois de uma etapa quase perfeita, a classificação veio.

Liderando a fase regular da LoL Continental League, a Gambit trilhou seu caminho para os playoffs com maestria. Em uma competição feita no formato double round robin (melhor de 1 com ida e volta), o time de estrelas conseguiu um cartel quase perfeito – sofreram apenas uma derrota em 14 partidas. O recorde, de 13 vitórias e 1 derrota, já os apontava como favoritos nos playoffs, mas o cruzamento de equipes que iriam se enfrentar nas semifinais os colocou praticamente com as duas mãos na taça. Contra um adversário fraquíssimo na semi e um retrospecto respeitável, o caminho até a final era claro e simples. Tudo parecia perfeito. Então tiveram a grande final pela frente.

Na série do título, a Gambit tinha a M19 pela frente. Sua adversária era uma equipe de investimentos exorbitantes, jogadores famosos e familiar com o estilo de jogo de Kira e PvPStejos, que haviam deixado o plantel há poucos meses. Abrindo a série com um 2 a 0 imponente, a Gambit viveu sua primeira situação de real perigo na segunda etapa de 2017, sofrendo um apagão e cedendo dois jogos seguidos para a M19.

As duas derrotas seguidas para uma equipe que havia sido dominada pelas estrelas vermelhas durante a fase regular e havia amargado um terceiro lugar na tabela levantaram dúvidas sobre a verdadeira capacidade do super time russo. Seria esse o verdadeiro nível da Gambit? O desempenho na LCL, até então, era apenas uma fase? O super time não é tão super assim? No final, a vitória no quinto jogo veio. A Gambit se sagrou campeã da segunda etapa da LCL 2017, mas as dúvidas continuam.

Já no Mundial 2017, as estrelas vermelhas terão pela frente um grupo traiçoeiro. Pareados com Team WE e Lyon Gaming, os representantes do CEI precisarão se provar em palco internacional, deixando as dúvidas de lado e mostrando a mesma dominância da fase regular da LCL. A bagagem de diversas regiões e mundiais de seus jogadores será colocada à prova, podendo ser uma chave para brigar por algumas vitórias dentro de seu grupo, buscando, no mínimo, um segundo lugar para tentar a classificação na série melhor de 5 antes da segunda fase.

Uma coisa é certa: a Estrela Vermelha terá que retomar o mesmo brilho de anos atrás para apontar o caminho para seus jogadores.

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