INcerTeZas – Mudanças para 2017

INcerTeZas – Mudanças para 2017

Ontem todos foram pegos de surpresa com um dos maiores anúncios, até então, dessa janela de transferências do CBLoL: a saída de Yang e Revolta da INTZ. Muitas fontes e grandes portais ligam os dois a uma possível transferência para a equipe de Keyd.

Muito tem sido especulado, muitas mudanças podem acontecer ainda até o final da janela, que acontece no dia 05 de dezembro, porém pouco sobre o futuro do CBLoL tem sido questionado. Os times vão manter a mesma qualidade técnica? O que essa dança das cadeiras vai influenciar, no geral, na primeira etapa do CBLOL 2017? O que será da INTZ que perdeu suas duas peças-chaves do último ano?

O futuro pra INTZ pode se tornar sombrio caso escolhas erradas sejam feitas, o time que permaneceu no topo do cenário brasileiro durante anos pode, enfim, perder sua majestade.

Foto: Bruno Alvares
Foto: Bruno Alvares

A INTZ permaneceu no top 2 de nosso cenário desde que foi campeã em Florianópolis, em 2015, com quase sempre as mesmas peças, exceto na segunda etapa de 2015 em que Revolta se transferiu para a Keyd e Alocs assumiu a posição de suporte e Jockster foi remanejada para a jungle, e manteve uma grande regularidade durante esses anos, em sua maioria devido ao estilo de jogo e suas estrelas. Durante esse período, a equipe alcançou primeiros e segundo lugares no CBLoL, uma impressionante vitória contra a Edward Gaming (China) no Mundial de 2016 e um segundo lugar no IWCI. Mas nem sempre as coisas foram fáceis para os jogadores que formaram esse time vitorioso e marcante.

Com exceção de Revolta, que sempre foi um starplayer e já tinha uma carreira vitoriosa entre as grandes equipes do cenário brasileiro (com passagens pela Keyd e CNB antes de sua chegada à INTZ), os jogadores da INTZ eram frutos de equipes tier 2/3 e que, dificilmente, conseguiam resultados relevantes. Vindos da Team United, que conseguiu apenas o último lugar no Campeonato Brasileiro de 2014 (o primeiro campeonato de grande porte oficial da Riot brasileira), Micao e Jockster não eram jogadores conhecidos e, juntamente com Yang e Djokovic, com quem formaram a Out of Position e também não tinha sua fama no cenário, eles eram parte de uma lineup que era considerada underdog e não tinha muita expectativa de “retorno”.  O resto é história.

Agora, no final de 2016 nos deparamos com a saída dos dois maiores jogadores dessa equipe. Yang e Revolta, considerados dois dos melhores jogadores de nosso país, provavelmente os melhores em suas respectivas posições, dando adeus da equipe que eles ajudaram a crescer e se tornar a powerhouse que é hoje. Até então, um era desconhecido e o outro conhecido do cenário porém questionado, e, juntamente com outros jogadores, fizeram parte de um investimento de longo prazo da organização INTZ e, com o tempo necessário, colheram os frutos desse investimento: vitórias, participações em torneios internacionais e consolidação.

Foto: Bruno Alvares
Foto: Bruno Alvares

Voltando aos questionamentos feitos inicialmente, a pergunta que mais me assombra é: O que será da INTZ que perdeu suas duas peças-chaves do último ano?

 Nós saberemos a resposta dessa pergunta em alguns dias, porém as duas possíveis respostas para ela são igualmente assustadoras à primeira vista. Será que a organização que, durantes anos, prezou por investir em uma lineup de jogadores desconhecidos e mantê-los jogando juntos para que se desenvolvessem e se tornassem os melhores do país vai investir em jogadores já consolidados e buscar um resultado imediato ou então vai voltar ao seu “projeto” inicial e trazer possíveis talentos e molda-los para serem os melhores e colher frutos futuramente?
Somente o tempo (ou a diretoria da INTZ) vai responder essa e outras perguntas, o que temos para agora é ficar com o questionamento e esperar que, qualquer decisão tomada, dê certo.

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