Inside the draft: o 5º e decisivo mapa do LCS Summer 2020

Inside the draft: o 5º e decisivo mapa do LCS Summer 2020

Em partidas de alta pressão é comum que treinadores e jogadores tentem tirar seus adversários da zona de conforto. Porém, a comissão técnica da FlyQuest usou uma abordagem diferente e foi muito criticada por isso. Neste post explicarei a contestada, e igualmente inteligente, estratégia da FLY ao não banir o Rakan de Biofrost no quinto e decisivo mapa das finais do LCS.

Rakan e Bardo, a zona de conforto de Biofrost:

(Dados incluem jogos de temporada regular e playoffs no LCS e NA Academy. Fonte: Games of Legends).

Durante a temporada de 2020 Vincent “Biofrost” Wang utilizou 14 campeões diferentes ao longo das 61 partidas disputadas. Pode-se dizer, sem margem de dúvidas, que Rakan é o melhor pick do suporte nascido no Canadá. Se considerarmos apenas a fase de mata-mata do LCS Summer Split, temos que destacar também o Bardo. Essa escolha rendeu 2 vitórias para a TSM contra os Golden Guardians na segunda rodada da lower bracket.

IgNar, o playmaker:

(Dados incluem jogos de temporada regular e playoffs no LCS e NA Academy. Fonte: Games of Legends).

Ao analisarmos a Champion pool de Lee “IgNar” Dong-geun, dois campeões se destacam: Thresh e Rakan, ambos com alto volume de escolha e boas taxas de vitória. Também vale ressaltar as atuações do coreano com o Pantheon, um dos picks essenciais para a FlyQuest no 4º mapa da final.

O draft do 5º e decisivo jogo:

Nenhuma das equipes selecionou seu suporte durante a primeira fase do draft.

Para eliminar a ameaça do Thresh, a TSM baniu o Guardião das Correntes em todos os mapas da série, sem exceção. Considerando que a FLY não selecionou seu suporte na primeira etapa do draft, o time de Bjergsen vetou a escolha da Pantheon na segunda rodada de banimentos.

Enquanto isso, a FlyQuest utilizou os banimentos para remover campeões-chave de Spica, Doublelift e Bjergsen, respectivamente. Ao ver que a TSM não havia selecionado seu suporte, a comissão técnica liderada por Lim David “DLim” Joo-sung decidiu que Biofrost seria o próximo alvo.

Como consequência, a segunda fase de picks & bans teve grande foco nos suportes

A esquadra verde e amarela removeu Bardo e Tahm Kench da Champion pool. Quando vi isso, imaginei que o seu plano era escolher o Rakan para tirar o suporte da TSM da sua zona de conforto. Assim como os casters (e imagino que boa parte dos espectadores tiveram a mesma reação), fiquei surpreso ao ver o pick de Leona. Porém, logo me lembrei que a campeã é muito utilizada para anular os engages do Charmoso e dominá-lo durante a fase de rotas. IgNar também se destacou ao usá-la com Fervor de Batalha como Runa Essencial contra a SK Telecom T1 no 2017 World Championship.

Além disso, a Alvorada Radiante tem mais oportunidades para forçar lutas contra Senna e Twisted Fate, ambos pouco resistentes e com baixa mobilidade. Por último, mas não menos importante, a Leona tem alta sinergia com a composição montada pela FlyQuest até então. Ela pode auxiliar o Sett em tower dives, acompanhar as iniciações da Ashe e facilitar o ultimate da Orianna ao atacar seus inimigos com a Lâmina Zênite.

Após contabilizar todos esses fatores, podemos dizer com segurança que a Leona foi, no mínimo, uma boa escolha.

Conclusão:

Ao meu ver, as críticas à comissão técnica da FlyQuest são infundadas. Aqueles que as fazem, em sua maioria, não compreendem os motivos por trás desta decisão e, provavelmente, aplaudiriam a escolha caso o time verde e amarelo vencesse a partida. Se você pensava desta forma, espero que esse texto tenha mudado a sua opinião. Se ainda discorda da estratégia de Lim David “DLim” Joo-sung e Anand “Curry” Agarwal, deixe o seu feedback aqui nos comentários.

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