Marvel vs Capcom Infinite chegou e como tem sido desde então?

Marvel vs Capcom Infinite chegou e como tem sido desde então?

O mais novo título da franquia Versus chegou sob os olhares de desconfiança, após Betas fracas e apresentações com gráficos duvidosos. O previsível elenco – praticamente todo importado do último game – era outro motivo de suspeita da comunidade. Mas entre trancos e barrancos, MvC Infinite acabou conquistando com sua jogabilidade simples e divertida, que incentiva os jogadores a não quererem ficar um minuto sequer longe do jogo.

Marvel vs Capcom: Infinite foi anunciado no fim de 2016, meio que para a surpresa de todos. Após alguns anos em que os games da Marvel ficavam somente por conta da Disney, que não renovou nenhum contrato de licença com as empresas – isso inclui a Capcom – era praticamente aceito que o último jogo da franquia (Ultimate Marvel vs Capcom 3) seria o último. As coisas mudaram com o passar dos anos, e assim veio a decisão da dona do Mickey de voltar a “terceirizar” os jogos com os heróis da Marvel.

Feinho, mas simpático

Ao longo do período entre o anúncio, na Playstation Experience do ano passado, até o lançamento, no último mês de setembro, várias vezes foi possível conferir o jogo, fosse através de um teste beta ou até mesmo de demonstrações em campeonatos, como aconteceu na EVO. E o que o público em geral viu não foi muito positivo. O jogo não tem gráficos tão vistosos ou com cores tão brilhantes quanto antes, e isso impacta em um primeiro momento. Mas ao pegar o jogo e jogá-lo, a coisa muda de figura.

Ao se distanciar do modelo dos últimos 17 anos, de 3v3, Marvel vs Capcom Infinite volta à raiz de 2v2, mas sem a possibilidade de assistências. A ideia é que o jogo realmente foque na troca constante de personagens: seja para os Hyper Combos atrasados, ou para complementar e otimizar uma linha de combo, a Capcom focou em tornar a batalha realmente entre quatro oponentes na tela. As equipes não mais utilizam um personagem principal (o point character) e outros para assistências específicas (como estender um combo, ou deixar sua iniciação mais segura, por exemplo), agora é extremamente importante jogar com os dois personagens, os dois serão o point character. Mesmo que utilize um para iniciar os combos na maioria das vezes, haverá momentos em que estará com o outro personagem na tela e é preciso saber como trocar novamente em segurança.

Os comandos também mudam do que era em UMvC3, ficando com um sistema mais parecido com a segunda versão do jogo. Dois botões para soco, dois para chute e os outros dois, ao invés de assistências, servem para realizar a troca direta dos personagens e utilizar a Infinity Stone, uma das principais novidades aqui.

As pedras entram no lugar do X-Factor de Marvel 3 e alteram ainda mais o gameplay do jogo. Cada uma delas tem uma habilidade específica, seja uma energia na tela, um dash a mais, um puxão, sugar energia, enfim, diversas possibilidades que mudam a forma de jogar mesmo se testar com equipes iguais. Por fim ainda há a ativação das Infinity Stones, a chamada Infinity Storm. Semelhante ao que acontecia no antigo Marvel Super Heroes do Playstation original, cada uma adiciona novos elementos na tela durante uma tempestade colorida de efeitos. Trancar o inimigo em uma caixa para que não tenha movimentação, ficar mais forte ou mais rápido, reviver seu personagem morto (enquanto controla os dois ao mesmo tempo), recarregar sua barra de especial extremamente rápido e causar diversos ataques aleatórios são seus impactos. Todas essa novidades possibilitam o “comeback”, mas não soam tão injustas quanto era o X-Factor. Se perder um personagem, ficará realmente mais difícil o jogo, por conta da própria proposta de Infinite, ao contrário do que acontecia em UmvC3 (estamos de olho em você Dark Vergil).

Uma das principais críticas foi ao roster do jogo. Diversos personagens voltaram da edição anterior e poucas novidades apareceram, e o total de personagens foi menor. Considerando o tempo de produção do jogo é compreensível que a Capcom tenha reutilizado diversos personagens e não há problema nisso. Muitos são divertidos de jogar e, se passavam despercebidos diante do número total em UmvC3, agora há possibilidade de testar eles. Quanto a ter um número um pouco abaixo, vale lembrar que o jogo mudou para 2v2, ou seja, menos personagens são utilizados no geral, portanto esse impacto é baixo. O único ponto que realmente deixou a desejar foi por não apresentar nenhum personagem de X-Men. Nos últimos anos, a Marvel tem deixado os mutantes de lado, por conta dos direitos cinematográficos deles pertencerem a FOX. O que é muito triste para essa franquia, pois o berço da série Versus foi justamente no jogo do X-Men de 1994 do Playstation original.

De olho no competitivo

A recepção da comunidade foi bem diferente com relação ao Marvel 3. Se em 2011 os pro-players estavam preocupados com a simplicidade do jogo e que isso poderia nivelar as disputas (algo que não aconteceu), agora esse assunto passa longe.

Embora Infinite ainda traga algumas opções de simplificação de combos e de hyper combos, o que mais é ressaltado por eles são possíveis glitches e bugs que surjam, algo relativamente normal para um jogo lançado há um mês. Exemplo disso foi a descoberta de um infinite (combo sem fim, no caso) com Spider-Man e a Reality Stone que consistia em ficar utilizando o golpe web-ball e a pedra sem parar (já corrigido). Esse é um cenário que mesmo com menos de dois meses, já se mostra bem diferente do que foram os últimos anos de Marvel 3.

Do ponto de vista de campeonatos e disputas, mesmo tendo sido lançado em setembro, a Capcom preparou uma copa especial até o fim do ano, a Batlle for the Stones. A ideia é simular o poder das pedras em um campeonato único no fim do ano, a exemplo do que acontece com a Capcom Pro Tour e Street Fighter V.

Como Infinite foi lançado em setembro desse ano, obviamente o caminho é bem menor até dezembro, portanto foi agilizado e quase que semanalmente havia um torneio classificatório, cujo vencedor receberia uma pedra do infinito. Além dos classificados, todos os campeões da EVO em Marvel vs Capcom 3 foram convidados a participar automaticamente da Battle for the Stones.  São eles (em ordem, de 2011 a 2017): Jay “Viscant” Snyder, Ryan “Filipino Champ” Ramirez, Job “Flocker” Figueroa, Justin “JWong” Wong, Nicolás “KaneBlueRiver” González, Christopher “ChrisG” Gonzalez e Rene “RyanLV” Romero.

Uma pedra especial foi dada a cada vencedor dos torneios pelas Infinity Stones, sendo elas – com seus respectivos poderes, que só podem ser utilizadas uma vez:

                – Space Stone – Poder de mudar seu adversário na chave. Portador: Robert “Sacktap” Capps

                – Soul Stone – Poder de apagar uma derrota no set de melhor de 5. Portador: Richard Nguyen

                – Time Stone – Poder de negar a utilização de uma das pedras do adversário em qualquer momento por uma partida. Portador: Ryota “Kazunoko” Inoue

                – Power Stone – Permite ao portador dar o first attack de um round. Portador: Jonathan “Cloud805” Morales

                – Mind Stone – Permite ao portador escolher os personagens do adversário e sua Infinity Stone. Portador: Teemo

                – Reality Stone – Permite ao portador alterar a configuração de 3 botões do seu adversário. Portador: Linj

A Battle for the Stones acontecerá entre os dias 8 e 10 de dezembro de 2017, nos mesmo dias que a Capcom Cup. Essa é só uma “pre-season” de Marvel vs Capcom Infinite, e podem esperar que 2018 haverá muito mais novidades.

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