O Fracasso do CBLOL – A culpa é das estrelas

O Fracasso do CBLOL – A culpa é das estrelas

O fracasso brasileiro no Worlds 2018 traz muitas perguntas. O que aconteceu com aquele cenário tão promissor? Onde está o talento que as outras regiões diziam ter o potencial para chegar à elite do League of Legends? Por que não alcançamos mais vitórias surpreendentes como contra a Alliance em 2014 e a Edward Gaming em 2016? Por que não fomos além?

Os fãs do CBLOL depositam sua confiança em seus representantes, mas recebem em troca apenas desculpas e promessas de um futuro melhor. A cada ano, os jogadores apontam diferentes causas para suas derrotas e possíveis áreas de melhorias, porém não percebem que eles são os principais responsáveis por esses problemas.

As estrelas não assumem sua responsabilidade:

Muitos jogadores profissionais apresentam a baixa qualidade da Solo Queue como vilã do cenário brasileiro. Porém, os fãs não podem aceitar esse argumento egoísta, raso e sintomático de um ambiente tóxico e negativo.
Este infeliz discurso também é hipócrita, já que contradiz a ideia onde “eles fazem tudo pelos fãs”. Ora, se essa é a sua maior motivação, por que culpar a comunidade pela sua própria incompetência?

Outros fatores ajudam a desconstruir essa narrativa medíocre. Para começar, o nível das partidas online é influenciado diretamente pelas ligas regionais. Isso se aplica especialmente ao Brasil, onde maioria não acompanha campeonatos estrangeiros, seja pelos horários inconvenientes, falta de transmissão em português ou ausência de interesse.

Além disso, não podemos esquecer da grande influência que os jogadores profissionais têm. Portanto, se a qualidade dos jogos é baixa, parte de nossas limitações vem dos atletas e não o contrário. Afinal, os melhores são exemplos para os outros e se nossa elite é fraca, assim será o resto do servidor. Aqui, não é o amador que atrapalha a evolução do profissional, mas o profissional que impede o crescimento do amador.

A KaBuM fez a pior campanha da história do Brasil no mundial.

Palavras adequadas, atitudes inadequadas:

Muitos jogadores falam constantemente sobre sua paixão e dedicação ao trabalho, mas as atitudes não refletem esse discurso. Uma reclamação constante da comunidade é o estilo de vida exposto por boa parte dos players em suas redes sociais. A imagem é de uma rotina mansa, focada em desfrutar de uma carreira garantida através de um mercado de baixa competitividade.

A acomodação é um dos maiores problemas na evolução de nosso cenário. Egos inflados, ambições procrastinatórias e a satisfação com as poucas conquistas. As esquadras que nos representam parecem se conformar com as zebras da KaBuM em 2014, da paiN em 2015 e da INTZ em 2016. Porém, o Brasil pode, e deve almejar muito mais.

Será que um dia o Brasil irá alcançar seu potencial?

Ranger expõe a mentalidade do jogador brasileiro:

No terceiro tópico de seu TwitLonger, Ranger critica diretamente a baixa qualidade das equipes brasileiras e a origem desse problema. Ele fala da nossa cultura e sua capacidade de influenciar um ambiente de alto rendimento. Porém, vale lembrar que isto não é parte da cultura brasileira, e sim dos nossos profissionais de League of Legends. Se a competitividade não está em nosso sangue, como somos a nação mais vitoriosa do futebol? Se não forjamos o sucesso através de muito trabalho duro, o que justifica os títulos de FalleN & Cia. no CS:GO? Dos meninos do Rainbow Six?

Para reforçar seu argumento, Filipe revelou várias falhas de profissionalismo no cenário. Jogadores que se atrasam para treinos porque estão dormindo, além da falta de comprometimento e empenho. Isto entra em conflito com o que foi dito em seu próprio post. Não tinham se dedicado muito? Treinado muito? Isso atesta que os jogadores estão acostumados a usar palavras para mascarar a sua falta de compromisso.

O campeão brasileiro compara nosso servidor com o coreano e elogia a atitude de seus jogadores. Porém, ele esquece convenientemente do alto número de desistências nas partidas (o famoso open) e de figuras como o streamer Cowsep, que joga somente com o Master Yi.

Por fim, ele conclui citando a necessidade de recrutar talentos do exterior e a melhoria das comissões técnicas. Afirmando as fraquezas de treinadores brasileiros como um dos pontos centrais, ele novamente se afasta da responsabilidade e ignora a raiz do problema: os jogadores e a cultura cultivada por eles mesmos. Uma cultura onde eles não agem como atleta, nem merecem receber esse título. Uma cultura onde ser bom não te motiva a melhorar, mas te acomoda. Uma cultura que fez com que o Brasil passasse de promessa à decepção.

Qual a origem do problema dos times brasileiros?

  1. Eu acho que existe um outro fator nisso, que é a mídia especializada sempre passa a mão na cabeça. Vou te dar um exemplo, quando a LCK perdeu o primeiro Rift Rivals pra LPL, a mídia de esports coreana bateu muito nos times que participaram e quando temos desempenhos pífios (bem abaixo desse da LCK) nada acontece. A Kabum deveria ser mais criticada, eles tiveram um bootcamp que nenhum time brasileiro teve, perderam pra um time de um servidor com 17x menos players que o nosso (soloQ menos competitiva) e fizeram a pior campanha da história do CBLOL. E depois disso não vi nada do mais e-sports e nem no MyCNB. No máximo eles fazem um post, “Os problemas do cenários brasileiro”, sem citar o nome de nuinguém que foi lá e fez feio.

    Na transmissão da Riot, você pode ver na cara do Melão que ele está em fúria quando vemos uma campanha patética dessa no Brasil, mas ele não pode falar nada. Até no programa que seu chef participa o AtR onde teoricamente é um programa mais solto e que já se falou muito mal de outros jogadores lá como Exileh, Pobelter, Hachini e Hjarnan, eles passaram a mão na cabeça. Comentarista, analista e pessoas influentes do cenário não precisam ser paciente com jogador não, parece que como o cenário e pequeno, se alguém criticar vai gerar um climão quando como normalmente acontece. Quando criticar virar algo normal, os players do Brasil vão começar a aceitar essas críticas.

  2. Uma visão bem passiva da situação, onde jogamos as responsabilidades de carregar toda a comunidade nas mãos de poucos. No final só estamos fazendo a mesma coisa… culpando terceiros pelos nossos problemas e deixando de fazer nossa parte

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