O retorno de Mantarraya – Kaos Latin Gamers

O retorno de Mantarraya – Kaos Latin Gamers

O Rift Rivals 2017 foi inesquecível para torcedores e jogadores da Latinoamerica Sur. Historicamente a região mais fraca das Américas e com um desempenho modesto no Mid-Season Invitational, a Isurus e a Furious entraram totalmente desacreditadas, mas surpreenderam a todos ao se classificar diretamente para a final e levar a disputa ao quinto jogo.

Agora, com uma imagem um pouco mais positiva, chegou a hora de conhecermos os representantes da LAS para o Mundial 2017. Na verdade, chegou a hora de reencontrarmos uma equipe que ficou um pouco esquecida desde o final de 2016, e um dos maiores mitos do League of Legends: A Kaos Latin Gamers e o top lane Mantarraya estão de volta.

A KLG já representou a LAS internacionalmente quatro vezes até o fim de 2016, sendo três International Wildcard Qualifiers e uma IEM. Seus desempenhos nunca foram excepcionais, mas a equipe sempre mostrou certa dominância dentro de seu cenário, até que mudanças internas derrubaram-na completamente.

Da IEM Season 11 – Oakland Qualifier, em outubro de 2016, até o início da Segunda Etapa da CLS, em junho de 2017, foram 27 mudanças na equipe, com jogadores entrando, saindo e passeando pelo banco. Esse cenário devastou a Kaos Latin Gamers, com a equipe amargando o último lugar na Primeira Etapa e tendo que disputar a série de promoção para não ser rebaixada.

Foi apenas uma semana antes do início da CLS, com a contratação de Mantarraya e a mudança de Tierwulf para a selva, que a KLG atual se fixou e começou a demonstrar sua recuperação. Na terceira semana ela já mostrava que estava de volta ao páreo, e conseguiu terminar a fase regular na primeira colocação com o dobro de vitórias em séries da segunda colocada, a Isurus Gaming.

(Divulgação/LoL Esports LAS)

Com o primeiro lugar garantido, eles já esperavam tranquilos a definição do seu oponente na final, e quem chegou para a disputa foi a campeã reinante Isurus Gaming. A final foi uma bela demonstração das qualidades da KLG, que sempre impunha o ritmo do jogo no início, e preparava muita visão para conquistar objetivos neutros e aplicar split push, seja 1-3-1 ou 4-1. No entanto, essa também foi uma ótima oportunidade de evidenciar suas fraquezas: sua necessidade de criar acabava levando a equipe a tomar algumas decisões péssimas, principalmente se tratando de quando iniciar uma luta ou tentar um barão.

A primeira partida demonstrou exatamente isso, com a KLG deixando-a escapar por entre seus dedos após uma chamada desnecessária de barão e, logo em seguida, uma luta em que os carregadores da Isurus ficaram livres para dizimar seus adversários. Nas que se seguiram, alguns desses defeitos se repetiram, mas em menor escala e em momentos menos importantes, fazendo com que a KLG conseguisse colocar seus planos em jogo e terminar a série 3 a 1.

Pela primeira vez no Mundial, a Kaos Latin Gamers precisa provar que a CLS está evoluindo. Disputar o Grupo C da Fase de Entrada com a Fnatic e a Young Generation não será nem um pouco fácil, mas suas chances não são completamente nulas. Se a equipe tornar seus erros controláveis durante esse período de treinos e conseguir manter a ansiedade no lugar, pode conseguir alguns upsets e disputar a segunda vaga para a segunda etapa da disputa.

Mesmo que seu desempenho não seja bom e ela seja eliminada, o que é bem possível, pelo menos pudemos ouvir mais algumas vezes a narração de jogadas do grande MANTARRRRRRAYA.

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