Prata da Casa – Betty, a nova estrela da Flash Wolves

Prata da Casa – Betty, a nova estrela da Flash Wolves

“Prata da casa”. A expressão é, constantemente, usada no futebol para falar sobre joias da base dos times. Originada em meados do século XVI, remete a quando as famílias recebiam visitas e usavam o que possuíam de melhor, ou seja, os melhores utensílios de prata.

No LoL não poderia ser diferente. A “prata da casa” em questão é Betty, cria da base da Flash Wolves, uma das sensações do MSI 2017 que teve uma ascensão meteórica e vem se tornando referência mundial em uma posição que não é a sua de origem. Lu Yu-Hung, jungler de origem, começou sua carreira profissional no time de base da Flash Wolves, a Flash Wolves Junior, uma equipe de jovens promessas que tinha como intuito formar futuros pros. Com a equipe de base, Betty, que utilizava os nicks RedRed ou DoubleRed, atuava como caçador e buscava ganhar experiência para alcançar o palco principal.

O projeto de base da organização taiwanesa teve relativo sucesso dentro da LMS, formando diversos jogadores que compõem o cenário atualmente. A equipe foi responsável pelo crescimento de Maple, atual companheiro de time de Betty, após passagem pela Gamania Bears. Em março de 2016, a Flash Wolves Junior foi renomeada para Flash Husky e, após 2 meses com a classificação da equipe para a LMS Summer Split de 2016, cedeu suas peças para equipes do torneio, fornecendo 4 jogadores para a Team Mist (atual Wayi Spider), 1 para a Extreme Gamers e Betty para a equipe principal da Flash Wolves.

(Divulgação/Riot Games)

Ainda em 2016, com a “aposentadoria” de NL, que havia se retirado do competitivo por não se sentir confortável com o nível que vinha apresentando, a equipe da Flash Wolves precisava um substituto. Betty, à época jungler reserva da equipe principal, foi convidado para assumir a posição de adcarry. Sua estreia aconteceu na IEM Oakland onde, apesar de não conseguir boas partidas, conseguiu atingir o segundo lugar na competição com sua equipe.

Com a chegada da temporada 2017, foi decidida a permanência de Betty como atirador titular da equipe. Apesar de estar jogando longe de sua posição original, jungler, o novato conseguiu superar a derrota na estreia da LMS Spring 2017 e ajudou a Flash Wolves a levantar dois troféus nos primeiros 4 meses do ano. As apresentações do mais novo atirador da Flash Wolves surpreenderam: em sua primeira temporada ele já havia superado NL com folga e cravado sua capacidade de ser fundamental em uma equipe repleta de estrelas. Com Betty atuando em altíssimo nível, a equipe de Taiwan foi campeã da IEM World Championship, com apenas uma derrota, e da temporada de primavera da LMS, sendo derrotados apenas 2 vezes em toda a competição.

Classificados para a Fase de Entrada do MSI, a Flash Wolves tinha um caminho duro pela frente. A equipe era taxada como os Korean Slayers devido ao seu histórico sucesso contra equipes sul-coreanas, por isso carregava imensa expectativa em suas costas. Os jogadores mais badalados da equipe, antes do início da competição internacional, eram Karsa, Maple e Sword Art, os três gigantes nomes do cenário do sudeste asiático e mundial. No decorrer da competição, esse panorama mudaria.

Uma atuação simples, porém efetiva, cravou a ida da Flash Wolves para a segunda fase do MSI 2017. No Rio de Janeiro, a equipe de Taiwan tinha pela frente gigantes mundiais, e Betty, um grande desafio: atuar pela primeira vez em palco internacional contra as melhores equipes do mundo, sendo o atirador com menos experiência da competição.

(Divulgação/Riot Games)

Um início lento marcou a Fase de Grupos da Flash Wolves. A equipe cotada como, talvez, top 3 do MSI fazia péssimos jogos comparado às partidas que haviam jogado na LMS. A maré da equipe taiwanesa virou no terceiro dia de jogos quando, em uma partida que contou com atuações impecáveis de seus jogadores, conseguiu bater a franca favorita SKT. No restante dos dias, a Flash Wolves oscilou entre bons jogos e partidas ruins, porém uma coisa ficou explicita: havia uma nova estrela na equipe.

Apesar de estatísticas não muito boas, parcialmente devido às más atuações da equipe, o mais novo integrante dos representantes da LMS mostrou que tem potencial para se tornar um dos melhores. Em diversas partidas, mesmo que tenham acabado em derrota para a Flash Wolves, a atuação de Betty sempre foi consistente e marcada por um show de mecânicas. Pela primeira vez no palco internacional (em competições do circuito oficial), o ex-jungler, com picks como Ashe, entregava toda a utilidade que a escolha fornecia e mostrava boa noção de posicionamento e de lutas em momentos tensos do late game. Segundo seus companheiros de equipe, em especial seu companheiro de lane SwordArt, Betty tem sido essencial para a equipe mesmo nos piores momentos do time, sendo considerado por seu suporte uma das grandes armas da Flash Wolves para os playoffs do MSI e competições futuras.

A carreira de Betty como adcarry começou de verdade em 2017. Pela primeira vez, o jogador enfrentou adversários realmente superiores e, mesmo com sua equipe tendo problemas, conseguiu manter a cabeça no lugar e tentou dar o seu melhor. Analisando o retrospecto dos seus últimos 5 meses, Betty tem um recorde de 46 vitórias e 9 derrotas no total, sendo o “pior momento” de sua carreira o MSI 2017. Pode-se considerar que, até o presente momento, ele está no caminho certo para chegar perto de atiradores que estão no topo. Ainda há muito caminho a ser trilhado por Betty, começando pelas semifinais dessa sexta-feira e já mirando na participação no Mundial 2017.

Caso a crescente se mantenha, o futuro reserva boas surpresas para o mais recente atirador desse MSI.

(Divulgação/Riot Games)

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