Pro League Milão: A chance de retorno do Brasil ao topo do R6

Pro League Milão: A chance de retorno do Brasil ao topo do R6

As finais da Season 9 da Pro League de Rainbow Six: Siege estão para começar. Neste final de semana, nos dias 17 e 18 de março, será realizada a segunda das quatro grandes competições de R6 em 2019. Antes, houve o Six Invitational em fevereiro, onde o Brasil acabou “apenas” no top-8. E esta, sem dúvidas, é a competição onde as chances de ver o Brasil no topo são maiores.

Nestes dois dias, o que se espera é ter muita ação no primeiro dia e muitas surpresas no segundo. As quatro quartas-de-final acontecerão em disputas melhor-de-três, com os confrontos já definidos, por sorteio. E, no dia seguinte, além das semifinais e a grande final, serão anunciadas as novidades para a próxima temporada do competitivo. Neste conjunto se incluem os dois novos operadores a caminho e atualizações de mecânicas de jogo.

Europa: Os atuais campeões da Pro League… Só que não exatamente

Os representantes do velho continente não são os mesmos que pisaram no Brasil, durante as finais da Season 8 da Pro League. A G2 Esports, mesmo lutando até as últimas rodadas, não conseguirá emplacar uma sequência de títulos. Sequência essa que vinha desde o Six Major de Paris. Isto tudo se deve ao péssimo início de campanha, que inclui uma sequência de 6 jogos sem vitórias a partir de sua segunda rodada.

Em seu lugar, a Team Empire vem como força dominante e franca favorita ao título da Pro League. Com a G2 fora, a equipe de Danil “JoyStiCK” Gabov e companhia vem para manter a hegemonia europeia no R6. E, com apenas duas derrotas e dois empates, sua campanha mostra um certo domínio sobre as demais equipes. Domínio esse que apareceu logo após a terceira colocação na DreamHack de Inverno, em dezembro de 2018.

Team Empire, o "time a ser batido" na edição da Pro League em Milão
Team Empire, o “time a ser batido”, na ausência da G2 Esports. (Divulgação / Twitter – @team_empire)

A segunda força europeia é a LeStream Esport, equipe fundada sobre os pilares da Millenium. Maurice “AceeZ” Erkelenz tem a responsabilidade de chegar às finais da Pro League com sua equipe, dada uma campanha similar à da Team Empire (com apenas uma derrota a mais). E essa responsabilidade pode ser tanto a maior de suas forças como uma de suas fraquezas. Por mais que venham de bons resultados recentes, na última grande competição, não saíram do primeiro dia de fase de grupos.

América do Norte: O potencial existe, mas faltam resultados

Se os europeus vêm como favoritos, os norte-americanos vêm como os “dark horses” da competição. A região que sedia grandes competições, como as finais da Season 7 da Pro League e as edições do Six Invitational está em falta com a torcida. Apesar do vice-campeonato no Six Major, em Paris, não foram muitos os resultados expressivos que as equipes americanas têm obtido. Ainda mais em comparação com os rivais europeus.

A tradicional Evil Geniuses, equipe de Troy “Canadian” Jaroslawski, é sempre uma ameaça em potencial para as demais equipes. Mas, além da classificação para as finais da Pro League, não vem obtendo bons resultados ultimamente. O mais significativo foi o título da primeira temporada da OGA PIT norte-americana, em julho de 2018. Mas há quem argumente que o segundo lugar no Six Major do ano passado seja o mais longe que chegaram. Contudo, talvez seja melhor deixar para outra discussão qual resultado foi o mais expressivo.

Não exatamente surpreendendo a todos, a DarkZero Esports também está presente em Milão. De forma similar à LeStream, adquiriu um roster consolidado de sua região. No caso, o time da SK Gaming, e mantendo como seu capitão Kyle “Mint” Lander. E, apesar de campanha similar a da Evil Geniuses (8 vitórias, 2 empates e 3 derrotas), o histórico os deixam como os verdadeiros “dark horses” da competição. E, além de tudo isso, enfrentam já de início os favoritos da Team Empire.

Ásia-Pacífico: A “caixinha de surpresas” da competição

Se, por um lado, um campeonato de uma G2 Esports é mais que esperado, o mesmo não vale para os times da APAC. No Six Invitational deste ano, foi vista a evolução das equipes da Ásia-Pacífico de um ano para cá. As mudanças no metagame, permitindo operadores mais agressivos como Ash serem usados constantemente, favorecem o estilo da região. Lembrando da Fnatic que, desfalcada, venceu a Evil Geniuses, bem como o trabalho que a mantis FPS (agora adquirida pela Cloud9), deve-se estar preparado para tudo o que vier da Ásia-Pacífico.

A Fnatic, mais uma vez, irá representar sua região em um grande torneio da Ubisoft. E, diferentemente das finais da Season 8, no Rio, irão contar com seu principal jogador. Etienne “Magnet” Rousseau estará pronto para dar trabalho aos seus adversários. Mas a Fnatic, talvez, tenha a tarefa mais árdua das equipes que participam das finais da Pro League.

Isto porque seus adversários são justamente a Pro E-sports Team Nora-Rengo, conterrâneos de região. Para infelicidade da APAC, apenas um de seus times sobreviverá às quartas-de-final. Mas a tarefa dos adversários da Nora-Rengo pode estar mais fácil. Isto porque a Nora-Rengo já não conta mais com Wokka, que se aposentou do R6 competitivo, e JJ, que deixou a equipe no final de abril. Tsukasa “Merieux” Asano terá a responsabilidade de lidar com a pressão de enfrentar a Fnatic no sábado.

América Latina: A grande chance de redenção em suas mãos

E, por fim, os representantes da América Latina. A região que mais evoluiu de 2017 para 2018 parece ter estagnado como segunda potência. E isto não é de todo ruim. Mas, observando-se o crescimento da APAC e a tradição da América do Norte, riscos reais ao título existem. Sem contar os europeus, claro. Mas a região que se dá bem tanto nos ataques como nas defesas mais difíceis quer mais um título. Ainda mais que a grande ganhadora de torneios, G2 Esports, está fora desta edição da Pro League.

A FaZe Clan, assim como a Team Empire, é candidata clara ao título da Pro League. Com mudanças pontuais em seu elenco, no caso a saída de HSnamuringa, a equipe ainda deve ser respeitada pelo seu jogo bem coordenado. E com a ótima chegada de Ronaldo “ion” Osawa, a FaZe parece estar mais forte do que nunca.

A mais nova arma da FaZe Clan para a Pro League Milão, "ion"
Ronaldo “ion” Osawa, o mais novo talento da FaZe Clan, após sua saída da Black Dragons. (Divulgação / Twitter – @FaZeUpdate)

E, como nas finais da Pro League de novembro passado, a Immortals é a segunda representante da LATAM. Tendo liderado boa parte da temporada regular, sua chance poderia escapar na última rodada. Se não houvesse vitória da Team Liquid sobre a Ninjas in Pyjamas, o segundo representante da LATAM poderia ser outro. E, após a tensão da última rodada, Daniel “Novys” Novy e companhia têm que recuperar o fôlego do meio da temporada da Pro League. Isto pode ser facilitado com a chegada de MKing, em contrapartida à saída de oNe.

Enfim, a Pro League está para começar

No sábado, a partir das 8:00h (horário de Brasília), os quatro confrontos deverão trazer fortes emoções à torcida italiana. Primeiramente, Evil Geniuses enfrenta a Immortals, já para a torcida brasileira começar a festa. Em seguida, o clássico “Europa versus APAC” do dia contará com FaZe Clan enfrentando a LeStream Esport. O terceiro jogo do dia conta com Team Empire enfrentando a DarkZero Esports. E, encerrando as quartas-de-final, o clássico da APAC: a australiana Fnatic enfrenta a japonesa Nora-Rengo.

Já no domingo, a primeira semifinal será definida pelos vencedores dos dois primeiros jogos de sábado, e a segunda semifinal, pelos dois últimos jogos. E a grande final ocorrerá logo após os anúncios da próxima temporada de Rainbow Six: Siege. Os jogos serão transmitidos pelos canais oficiais da Ubisoft, incluindo transmissão em português com André “Meligeni” Santos, Otávio “Retalha” Ceschi e companhia. E ambos, assim como FaZe e Immortals, contam com o apoio da torcida, no que pode ser um final de semana histórico.

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