Quatro picks que marcaram a primeira semana da Liga Europeia de League of Legends

Quatro picks que marcaram a primeira semana da Liga Europeia de League of Legends

Grande parte das ligas internacionais já tiveram início como a LEC, a Liga Europeia de League of Legends, que teve sua estreia no dia 18 de janeiro. Contando com dez equipes, dentre elas grandes nomes como Fnatic, G2, Misfits, Vitality e Splyce, o campeonato já é um dos mais disputados pelo mundo.

Com a nona temporada competitiva se aproximando, separamos alguns picks um tanto diferentes que marcaram a primeira rodada da LEC no último fim de semana e que já pintaram ou que ainda podem aparecer nos campeonatos brasileiros em breve.

Karthus

Rotas: Jungle/Mid/Bot

Jogadores: Jankos (G2), 4Lan (Team One), Revolta (Red Kalunga)

Pontos fortes: Clear, Sustain e Control

A estratégia de Karthus na selva não surpreende já tem algum tempo. Como um campeão do tipo mago, ele foi usualmente utilizado na mid lane, mas não demorou muito para surgir como um pick interessante para a função de caçador, principalmente no final da oitava temporada, em razão das mudanças de balanceamento.

Algumas mudanças na runa “Colheita Sombria” colocaram o game de cabeça pra baixo na última temporada, já que a mecânica de acúmulo de “stacks” ao atacar alvos com pouca vida era extremamente eficiente. Apesar de a runa ter sido balanceada novamente, ela continuou forte o suficiente para que a escolha de Karthus fosse viável, tornando o Réquiem bastante poderoso.

O campeão tem um kit bastante favorável para limpar a jungle rapidamente, principalmente devido à sua capacidade de causar dano em uma área relativamente grande e o próprio potencial de dano maior a um único alvo, garantidos por seu “Q” e “E”. Já em relação à sustain, a runa “Caça Voraz” garante uma quantidade surpreendente de “spellvamp”, isto é, ela aumenta a capacidade de cura de 2,5% com base no dano causado pelas skills.

Com uma segunda árvore focada em Precisão, “Presença de Espírito” é a escolha mais comum, concedendo reduções de recarga de mana e ultimate sempre que se derrota um campeão inimigo, seja por meio de kill ou assist. Isso é algo fácil para o Karthus, já que o seu “E” e “R” irão atingir vários inimigos em grande parte do tempo.

Outro ponto muito forte é o controle de objetivos. Karthus pode solar o dragão devido ao dano do seu “Q” no nível 5-6, desde que tenha um buff azul. Caso ele tenha stacks na “Caça Voraz”, ele pode facilmente tankar os ataques dos dragões, mesmo tendo alguns problemas com o Dragão das Nuves e o Infernal, devido ao aumento de DPS de cada um.

Já no nível 6, Karthus tem uma contribuição imensa mesmo de longe ao utilizar o Réquiem, ao passo que acumula stacks para a Colheita Sombria. Isso permite que ele colete ouro mais rápido e se torne uma força imparável no mid/late game. O campeão começará a usar seu ultimate para garantir objetivos, já que a ameaça de dano por trás de seu ultimate pode quebrar cercos rapidamente (como visto em Origen vs G2).

Itemização: Completar o “Ecos Rúnicos” para limpar mais facilmente a selva, assim como o garantir o Smite Azul. Depois disso, as builds mais comuns incluem a compilação padrão de Orbe do Oblivion, Morellonomicon e Ampulheta de Zhonya/Rabadon. Esses dois últimos e itens como Tormento de Liandry são viáveis, mas são mais dependentes da situação de jogo.

Vayne

Rotas: Mid/Bot

Jogadores: Nukeduck (OG), Attila (VIT)

Pontos Fortes: DPS Late game

Vayne é certamente um dos campeões menos cotados quando o assunto é cenário competitivo, principalmente na função de AD Carry. Com um early game bastante lento e mais fraco quando comparado com outros powerpicks do momento como Lucian, Ezreal e Caitlyn, a atiradora é uma escolha, de modo geral, muito improvável.

No entanto, nesse último fim de semana, o mid laner da Origen, Nukeduck, escolheu jogar o matchup de Vayne vs Galio, contra a Fnatic. Esse matchup já era conhecido desde as semifinais da antiga LCS EU do último split, em que o ex mid laner da FNC, Caps, jogou de Vayne contra o Galio de Sencux, da Misfits.

Essa claramente não é uma escolha aleatória, mesmo que a campeã tenha recebido uma janela maior de oportunidades, principalmente devido ao buff em seu ultimate “Hora final”, que agora reduz o tempo de recarga do rolamento em 50% enquanto ativo, e na runa “Chuva de Lâminas”, que garante um bônus de 110% de velocidade de ataque durante o game. Essa melhoria foi testada por Attila, AD Carry da Vitality, no último game contra a Splyce.

Nukeduck escolheu Vayne contra uma frontline bastante consistente: Urgot, Alistar e Galio, três alternativas bastante prioritárias no meta atual. Galio tem sido um dos principais powerpicks na rota do meio, em razão da pressão de lane, potencial de resistência, dano e da utilidade em Team Fights, já que exerce bastante controle de grupo e sua ultimate é capaz de realizar excelentes iniciações e proteção.

A atiradora foi capaz de anular grande parte da pressão de lane do Galio, puxando a rota constantemente e abrindo uma vantagem de 50 de cs em dez minutos de jogo. É importante ressaltar que a runa escolhida foi “Cleptomancia”, o que acelerou sua fase de rotas, permitindo um maior sustain e muito ouro pra alcançar um mid game bastante forte.

Além disso, foi muito eficiente em causar uma grande quantidade de dano na linha de frente do time adversário, fazendo com que o Alistar e Urgot tivessem uma grande dificuldade para executar sua função de defesa e proteção.

Dessa maneira, mesmo tendo uma pequena vantagem sobre a Origen no early game, a Fnatic começou a cair quando a Vayne alcançou seu powerspike de dois itens: Espada do Rei Destruído e Lâmina Da Fúria De Guinsoo.

O terceiro item pode variar de acordo com a partida, podendo ser desde Canhão Fumegante até Mandíbula de Malmortius, Dançarina Fantasma, Anjo Guardião e outros, dependendo das necessidades do momento.

Jayce/Zoe

Rotas: Jayce (mid)/Zoe (bot)

Jogadores: Caps (G2) e Perkz (G2)

Pontos Fortes: Cerco, Poke, Pickoff

Em sua estreia contra a Origen, a G2 de Caps e Perkz fez um draft de artilharia pesada. A composição de bastante controle e cerco era formada por: Urgot, Karthus, Jayce, Zoe e Rakan. Poucos esperariam por uma campeã como Zoe na rota inferior, mas é preciso lembrar que Perkz costumava jogar como mid até esse presente momento.

Tanto Jayce como Zoe são campeões que, mesmo fortes no início, são dependentes de alguns powerspikes de itens como Eco de Lúden e Lâmina Fantasma de Youmuu. Na marca dos 18 minutos, os dois campeões já tinham os dois itens necessários para dar início ao snowball, já que a OG não tinha conquistado nenhuma vantagem significativa até então.

Com ótimas rotações e controle de mapa, a equipe conseguiu executar aquilo que propôs: cercar as torres, objetivos e naturalmente irritar os adversários com pokes à longa distância. Para isso, serviu bem o Disparo Chocante do Jayce, o potencial de zoning e CC da Bolha do Soninho da Zoe e o Réquiem do Karthus para terminar de derreter quem quer que fosse.

É importante ressaltar que esse tipo de composição não exige uma grande vantagem no early game. O Karthus sozinho seria o suficiente para vencer no final do jogo, mas os outros campeões também escalam bem.

O maior counter para essa comp seria o hard engage. Campeões como Leona, Gragas e Lissandra para saltar sobre os inimigos e tentar anular seus ataques. A OG tinha Sion e Gragas, que estava construindo itens AP em vez de itens defensivos. Como resultado, a G2 facilmente passou pelo Gragas/Sion, atingindo diretamente a backline adversária.

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *