Saúde mental nos esports: uma análise sobre o cenário brasileiro de League of Legends

Saúde mental nos esports: uma análise sobre o cenário brasileiro de League of Legends

Quando se trata de esports e saúde mental, um dos termos mais comuns é o “mindset”. Jogadores, comissões técnicas e a própria comunidade frequentemente se referem à ele como algo fundamental para uma melhor performance. Mas o que essa palavra significa? Existe algum tipo de atitude ou de mentalidade que seja a “correta” ou “ideal” para alcançar objetivos dentro do esport?

Motivação

Para desenvolver essa ideia, primeiro é preciso pensar sobre algumas características dos atletas do esport. Por exemplo, um jogador profissional não é alguém que joga com a mesma motivação de um jogador casual, isto é, o jogo nesse caso se torna uma ocupação ou uma opção de carreira, o que significa que a relação com a própria atividade de jogar se transforma. Há necessidade de treinamento, de prática e de um balanceamento entre a própria saúde física e a mental. Além disso, estando o jogo atrelado a uma “vida financeira”, é claro que existe uma mudança de engajamento, e as motivações se alteram.

Alguns estudos procuram examinar as motivações de jogadores. Em específico, uma pesquisa acadêmica de Vorderer mostra que dois aspectos são fundamentais quando se trata de motivação para jogar: interatividade e competição. O primeiro está relacionado à oportunidade de se comunicar e cooperar com outros jogadores no ambiente online; já a competição, é o mecanismo pelo qual os jogadores são capazes de se comparar aos demais.

Poucos estudos até agora procuraram investigar as motivações de jogadores profissionais, mas parece notório que a motivação competitiva, no caso desses esportistas, seja um dos principais fatores de engajamento. Uma recente pesquisa de Seo procurou averiguar os elementos do esport que tornam a carreira de pro player atraente; as razões pelas quais os jogadores desejam seguir essa oportunidade de carreira e como os jogadores progridem para transformar sua identidade, a fim de adquirir uma identidade profissional.

Nessa investigação, jogadores revelaram que os principais elementos que os atraíram para essa carreira foram: uma “celebração” do domínio de suas habilidades individuais, busca por uma autopromoção e a importância da justiça, equidade e respeito mútuo. No caso destes últimos, eles se referiam principalmente às regras institucionais formais e às normas e códigos propostas dentro do cenário de esports.

Porém, uma outra pesquisa mais recente, de Himmelstein e colaboradores (2007), identificou algumas das habilidades e técnicas mentais utilizadas por esportistas na obtenção de um desempenho “ideal” em ambientes de jogo altamente competitivos. Não obstante, os pesquisadores também investigaram barreiras na execução de um bom desempenho.

Primeiramente, notaram que para obter um bom desempenho, os jogadores precisam: ter conhecimento sobre o jogo; pensar estrategicamente, tomar decisões rápidas e inteligentes; ser motivado a seguir em frente, o que indica evitar pensar sobre performances passadas; ser capaz de separar a vida pessoal da vida profissional; evitar distrações e manter o foco; lidar de forma adaptativa com o assédio; manter uma mentalidade de crescimento (atitude positiva); aquecer fisicamente e/ou mentalmente antes da performance. Outros fatores também foram marcados como a capacidade de adaptar-se aos oponentes, comunicar-se de forma adequada com os companheiros de equipe e confiar em suas habilidades.

Além disso, devem ser capazes de desenvolver a si mesmos e sua equipe (ou seja, devem se engajar para melhorar suas habilidades, analisar o próprio desempenho) e definir vários tipos de metas (curto prazo, longo prazo e o próprio processo). Com relação às barreiras de desempenho, foram identificadas algumas como questões de confidência, estratégias inadequadas de enfrentamento para ansiedade, conquistas e erros passados, assédio, falta de desenvolvimento pessoal e de equipe (por exemplo, conhecimento sobre o jogo, dinâmica de equipe, comunicação, habilidades individuais), dificuldade em separar a vida pessoal da carreira.  

Todos esses aspectos estão relacionados àquilo que a comunidade tem se referido como “mindset”. Para a psicóloga da CNB, Natália Zakalski, mindset é “ um conjunto de atitudes, tanto dentro de jogo quanto fora. Ou seja, preparar-se para o jogo, treinar e jogar em si, demandam um mindset adequado, uma mentalidade preparada para enfrentar o que quer que seja.”

Para ela, para que haja excelência no jogo, seja no esport ou no esporte tradicional, é preciso preparar a mente para cada momento: “O momento do treino exige concentração e foco no aprendizado, portanto, a mentalidade para este momento é diferente, deve-se preparar a mente para atingir essas exigências. Já no contexto anterior a uma partida decisiva, a mentalidade deve estar voltada para níveis de ativação e ansiedade, para que estes estejam em nível ótimo e possa haver alta performance. Durante o jogo, volta-se para a necessidade de concentração e foco, mas em conjunto, deve haver um nível de ansiedade e ativação que leve à ação e à tomada de decisão, como dito anteriormente, para alta performance.”

Natália também ressalta que o mindset não se encaixa apenas num contexto específico, mas de maneira global: “Buscar atitudes de preparação e atuação dentro do espectro mental, também é buscar um mindset, porém, um mindset dentro de um contexto maior, que ditará as atitudes da vida cotidiana. Isto está intrinsecamente ligado à motivação do indivíduo que atua. Portanto, alguém que busca melhorar mentalmente, buscando ativar sua mentalidade para os momentos certos, com os sentimentos adequados e os pensamentos em ordem, está estruturando um mindset não apenas para o jogo, mas para sua vida cotidiana.”

Formada em Educação Física e com mestrado em Psiquiatria pela USP, Daniela Lopes trabalha na área da saúde mental relacionada à atividade física e, atualmente, estuda atletas de alto rendimento. Sua tese de doutorado envolve jogadores profissionais de esports, a fim de compreender e compará-los com jogadores de outras modalidades, consideradas tradicionais.

Quando questionada sobre seu entendimento acerca do conceito de mindset, Daniela afirma: “Academicamente falando, nós trabalhamos com a ideia de força mental, que seria algo bem parecido com o que é considerado mindset. Então, por exemplo, estudamos campeões olímpicos, os atletas considerados melhores do mundo. Eles têm determinadas habilidades psicológicas, que consistem basicamente na capacidade em ter otimismo, se adaptar com facilidade, manter o foco, o controle emocional, resistir à frustração e tolerar a pressão. Atualmente essas questões têm recebido muita atenção dentro da Psicologia do esporte, justamente porque é inerente ao atleta enfrentar adversidades e situações estressantes. O tempo todo eles estão assumindo riscos, tomando decisões e precisando arcar com as consequências disso.”

Sobre o trabalho com saúde mental nos esport, ela acrescenta “É muito importante porque o esporte de alto rendimento é muito estressante. É fundamental que um atleta saiba lidar com a competição. Ele pode ser muito habilidoso, mas se não souber lidar com as questões psicológicas, não adianta.”

Transtornos Psicológicos

Outro ponto abordado foi a questão da depressão em jogadores profissionais, que é algo que está fundamentalmente ligado à motivação e mentalidade. Recentemente, o jogador Gustavo “Baiano” Gomes anunciou que não jogaria a Superliga de League of Legends pela CNB, em função do diagnóstico de depressão. Além disso, no último domingo (9), foi noticiado que Brandon “Saintvicious” DiMarco, head coach da FlyQuest, equipe norte americana de LoL, teria renunciado ao cargo após reações furiosas sobre seus comentários acerca da depressão.

Ele descreveu depressão, ansiedade e TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade) como “besteiras inventadas”. Mais tarde, publicou um pedido de desculpas, afirmando: “Fiquei surpreso ao perceber o quão desinformado eu estava com relação à saúde mental, especialmente porque é uma parte importante de minhas responsabilidades como coach.”

Considerando esse contexto, Daniela comentou: “O esport é muito novo e aqui no Brasil, a gente tá muito cru ainda. Na Coreia existem treinadores que realmente estudaram para lidar com isso. Já aqui é tudo muito novo, é difícil encontrar alguém que seja formado para ser treinador. Temos estudado muito sobre o papel do treinador dentro do rendimento do atleta, da performance/desempenho. O papel do treinador é importantíssimo… nós estudamos uma teoria chamada Teoria da Autodeterminação. Essa teoria diz que o treinador que fornece elementos que favorecem a autoestima, a autonomia do atleta… ele tem um atleta mais bem resolvido, que consegue lidar com essas pressões. Aqui o treinador ainda não tem um papel tão forte como nos esportes tradicionais, mas isso está ficando cada vez mais profissionalizado e os coaches estão aprendendo cada vez mais. Mas ainda falta habilidade para lidar com isso.”

Ainda sobre o papel dos coaches na relação com os atletas, ela completou “Estou tentando aplicar um modelo que comprovadamente funciona nos esportes tradicionais para ver se funciona no esport. Dentro dessa teoria que estudo, se um treinador fomenta autonomia do atleta, ele contribui pro desenvolvimento de um atleta mais inteligente, em termos de técnica e tática, além do comprometimento do jogador com a prática e boas relações sociais. Eles precisam se sentir seguros, acolhidos e conectados no ambiente que estão. Se não houver essa conexão, principalmente no LoL, em que os meninos moram/convivem em uma casa, longe da família, com pessoas desconhecidas…é claro que eles sentem saudades da família.

O ambiente criado dentro dessa casa tem um impacto muito forte sobre os processos emocionais do atleta, e esse elemento é chave para qualidade do envolvimento esportivo desses atletas. Então às vezes a gente acha que é o jogador que precisa da terapia, mas muitas vezes são os próprios técnicos e membros da staff. É comum ver técnicos que não querem participar das sessões de terapia porque acham que apenas os jogadores precisam. Os coaches precisam de uma orientação sobre como lidar com isso, porque isso faz uma diferença enorme. A ideia dos meus estudos é compreender melhor qual a função desse ambiente criado pelo treinador, esse ambiente que eles estão inseridos, dentro do rendimento deles.”

Por fim, sobre os elementos que estariam ligados a esse afastamento dos jogadores, ela acrescentou: “O ambiente que eles estão inseridos faz toda a diferença nisso. Então às vezes o problema não é nem algo como ‘vamos tratar aquele atleta específico com terapia, trazer psicólogo’, às vezes não é isso. Eu acredito fortemente que o ambiente seja o principal e tenha um impacto muito forte nesses processos emocionais, sendo a chave da qualidade do rendimento deles. Mas, vamos ver se isso vai se confirmar depois dos estudos. Já temos pesquisas que mostram que quando treinadores atuam de forma controladora e autoritária, coercitiva… há uma probabilidade muito grande de fracasso. Em resumo, o coach é o principal responsável pelo funcionamento do rendimento dos seus atletas, a influência que ele tem nas ações e decisões tomadas é muito grande. Também não adianta só ficar tratando o jogador e não olhar pro ambiente em que ele está.”

Próximo da ocasião do afastamento de Baiano, o então coach da CNB na época, Jimmy Harrison, tweetou sobre o assunto:

Quando procurado para abordar essas questões de maneira mais aprofundada, ele comentou: “O mindset é um conceito incompreendido no Esports. Chegamos a um ponto em que todos podem concordar que ter a mentalidade certa impactará positivamente o desempenho, mas é uma questão complexa. Mais equipes estão utilizando o psicólogo esportivo, mas ainda estou para ver um que resulta diretamente em melhor desempenho. Jogadores jovens querem uma solução rápida para os problemas, mas você precisa olhar para a mentalidade da mesma maneira que você treinaria um músculo, leva tempo, esforço e dedicação. Os jogadores estão sob uma tonelada de pressão, são pagos para fazer um trabalho difícil e, se falharem, perdem o emprego. Incorporar mentalidades saudáveis ​​é crucial para a longevidade do esports na minha opinião.”

Sobre a problemática da depressão, Jimmy disse: “A depressão é mais comum do que as pessoas pensam. O termo “tiltado/tiltar” é muito usado e o tiltar é o resultado de não atender às expectativas. Os jogadores têm expectativas muito altas, é isso que os puxa para o topo de sua região. Quando as expectativas não são atingidas, eles são constantemente confrontados com o fracasso, é claro que experimentarão algum nível de depressão. Nem todo atleta pode transformar facilmente o fracasso em algo positivo, especialmente quando os jogadores são jovens e não cresceram em um ambiente esportivo tradicional, onde ser derrubado e voltar a subir é uma ocorrência padrão.

No segundo tweet, ele menciona que jogadores de regiões menos desenvolvidas assumem riscos maiores para competir. Sobre isso, ele esclareceu: “Acho que todos os jogadores assumem riscos colocando de lado a educação para perseguir seus sonhos. Infelizmente, a realidade é que apenas uma pequena porcentagem dos jogadores realmente ganha alguma coisa no esport e, mesmo assim, muitas vezes suas carreiras têm curta duração. Nas grandes regiões, você vê os ex-jogadores transicionando para empregos no setor, como trabalhar para desenvolvedoras de jogos ou empresas patrocinadoras, mas não vejo isso no Brasil. Embora seja possível voltar para a escola/faculdade depois de uma tentar a sorte nos esports, os jogadores podem não ter o apoio financeiro para fazer isso ou o desejo, resultando em uma qualidade de vida mais baixa. Ouvi vários jogadores dizerem ‘Não sei o que farei se não puder jogar League profissionalmente’. Eu tento trabalhar com jogadores para ajudá-los a entender suas habilidades e como fazer a transição para uma carreira que não seja jogar LoL competitivamente, porque essa é a realidade.”

A respeito do impacto da mídia e da torcida sobre o emocional e o rendimento dos jogadores, o coach disse: “Claro, não é diferente do esporte tradicional, mas é parte do trabalho. Os jogadores podem competir e ganhar dinheiro se os fãs quiserem assistir. Eu ouvi sobre algumas equipes banirem completamente as redes sociais, enquanto outras dizem apenas ler os comentários depois de uma vitória. Ninguém está verdadeiramente preparado para lidar com as críticas públicas em larga escala. Alguns jogadores não têm problemas em ignorar comentários, enquanto outros deixam o jogo impactar negativamente. Eu suponho que o oposto é verdadeiro e alguns jogadores podem usar os comentários para empurrá-los. Eu digo aos meus jogadores para ignorarem os comentários porque na verdade os fãs geralmente sabem muito pouco sobre o jogo.”

Ele também mencionou alguns dos comentários de Ranger, jungler da Kabum, depois que a equipe foi eliminada do Worlds 2018: “Ranger é um exemplo perfeito. Não tenho ideia do porque a rede social foi permitida durante uma partida competitiva. Não há como ver toneladas de comentários te detonando por você ter errado um smite e garantir que isso não afetará seu próximo jogo em algum grau. Eu acho que isso foi um fracasso sério da equipe técnica.”

O treinador também abordou um próprio tweet em que mencionava uma frase que Baiano disse a ele, algo como “Você sabe muito sobre o jogo, mas não entende como os jogadores se sentem”: “Eu acho que treinadores, especialmente os mais jovens, não conseguem entender como seus jogadores realmente se sentem. Isso era algo que eu precisava melhorar pessoalmente. Eu veria um jogador fazendo uma jogada qualquer e pensaria, ok, ele não está com medo, é um problema de mecânica. Então, meus jogadores me dizem que o jogador está com medo e esperando que as escolhas de campeões vençam o jogo. Eles assumem um risco porque o campeão é forte naquele ponto do jogo e eles não se sentem confiantes para ganhar o jogo mais tarde. Isso foi uma abertura para mim.”

“Quando você vê jogadores cometendo erros, pode haver tantos motivos para isso. Muitas vezes não acho que seja apenas um erro mecânico. Se você permitir que os jogadores joguem grandes jogos no conforto de suas casas, acho que você veria um nível mais alto de jogo, com exceção dos que crescem sob a pressão  do stage. Quando deixei a CNB, sabia que o Baiano tinha consciência de que eu podia ver os problemas pelo que eles realmente eram. Não estou dizendo que tenho tudo planejado, mas fiz melhorias significativas e posso me relacionar com os jogadores de uma maneira diferente. A chave para quase tudo no esports é uma discussão saudável. Eu faço questão de conversar de forma consistente com os meus jogadores, tanto em grupo quanto individualmente, para ficar de olho em como eles se sentem quando não há pressão e quando há muita pressão. Um grande treinador precisa se relacionar com seus jogadores em um nível emocional, caso contrário, você nunca conseguirá a verdadeira confiança.”

Ainda sobre os treinadores não compreenderem os sentimentos dos jogadores  com quem trabalham, Hugo “Galfi” Garcia, ex coach da Vivo Keyd, comentou: “É comum sim, não por falta de interesse dos treinadores, mas nossa rotina é um caos organizado, sempre focado na performance acima de tudo e, muitas vezes, ou o jogador não dá abertura o suficiente pra falar a respeito do que o incomoda ou o treinador não tem sensibilidade o suficiente pra identificar esse tipo de problema no meio de todo o processo evolutivo de uma equipe. É por isso que eu ressalto a importância pra um time de contar com uma equipe psicológica dedicada, que dê a devida assistência e tenha essa disponibilidade de buscar mais a fundo a raiz dos problemas dos jogadores, é um trabalho muito importante.”

Quando questionado sobre quais seriam os prováveis motivos por trás do afastamento de jogadores ou episódios depressivos e de ansiedade, ele disse: “Acho que a nossa rotina é bastante desgastante, não só pelo cansaço físico, mas pelo fato de você estar sempre competindo. Competir é extenuante, não é fácil, quando sua vida se resume a competir, a sua perspectiva sobre algumas coisas pode mudar… você enxerga problemas sendo maiores do que realmente são e perde um pouco do contato com a realidade, ou melhor, você cria uma realidade pra você onde só o que importa são os resultados. Um jogador profissional tem que fazer isso, pra poder se dedicar o tempo todo, se esforçar para alcançar o potencial que o time precisa que ele alcance, o problema aparece quando os resultados não vêm e você vê o seu esforço sendo inútil. Quando essa sensação aparece é um vazio muito grande que você não tem como preencher, e você precisa estar bem equipado pra poder lidar com esses tempos difíceis.”

Todos os entrevistados evidenciaram que é de suma importância que as equipes dentro dos esports tenham um suporte psicológico adequado, que seja capaz de contribuir para todos os membros, não só para os jogadores. Sobretudo, são necessárias mais pesquisas na área como a de Daniela Lopes, para que seja possível aprofundar sobre a realidade do cenário de esports no Brasil, a fim de compartilhar o conhecimento necessário para a evolução. Também é imprescindível reconhecer a importância do ambiente nesse processo, que aparece diversas vezes como fator crucial para o desenvolvimento e bem estar dos atletas. 

  1. Ter um psicólogo hoje é essencial! Não vejo nem como uma possibilidade somente, é de fato uma necessidade. Agora, depois de vivenciar anos nessa área de eSport como psicólogo, de ter feito pesquisa na área (Psicologia e eSport) desde 2013 no Brasil e estar realizando meu doutorado na Coréia, também com pesquisa em Psicologia e eSport, muita coisa se ‘confirmou’. Um dos exemplos, é que toda a parte estrutural das equipes esportivas podem e precisam ser melhoradas. É difícil um psicólogo atuar quando a estrutura se engessa numa forma adoecedora. Todos os papéis precisam trabalhar em conjunto, assim criamos uma rede restauradora na equipe e também podemos então fazer um trabalho adicional de aprimorar a performance dos players! 🙂

  2. Tl;dr mas apesar disso, eu dei uma olhada nos principais tópicos e posso te dizer sobre o que eu compreendi da ideia do matta, vai muito além de só dar prioridade ao mindset. Mindset pode ser qualquer coisa, cada pessoa pode ter um foco, um objetivo mesmo que no mesmo time. “Resetar o mindset” como eles falam, não passa de uma atitude micro que afeta muito mais o momento atual do que o cenário como um todo. É algo que se restringe à uma semana, uma md3, uma derrota ou vitória e pronto.
    Uma coisa engraçada que eu vejo sempre é o pessoal falar: quem não quer virar proplayer? jogar um joguinho que você gosta e ainda ganhar dinheiro com isso? mas esquecem do outro lado. Todo esporte tem o lance de que pra alcançar certo objetivo, o jogador deve abrir mão de certas coisas, porque seria diferente no e-sports? Eles esquecem que a cobrança é valida sim, tanto dos treinadores, quanto dos próprios clubes e da torcida. Mesmo sendo novos, eles devem aguentar o tranco e buscar ser melhores.

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