Sim, de novo – Lyon Gaming

Sim, de novo – Lyon Gaming

A América Latina Norte é uma região muito particular no League of Legends. Desde a sua criação ela sofre com pouquíssima competição interna, o que resulta em uma única organização dominando o cenário competitivo da LAN. A Lyon Gaming foi criada em 2013, e até hoje é a única equipe de toda a região a vencer um torneio nacional: são oito títulos consecutivos da LLN, sem perder um único jogo nas Finais.

No entanto, a dominância da Lyon só mostra o quão defasada a região está. Mesmo com a proximidade do NA, que poderia ajudar o cenário por lá a crescer, os times continuam extremamente fracos, não gerando competição o suficiente nem para sua própria líder evoluir, o que ficou muito claro durante o Rift Rivals.

Antes do início do torneio, a expectativa era de que o CBLoL e a LLN fossem os grandes astros, mas ambas as regiões foram surpreendidas pela CLS e precisaram disputar uma MD5 para decidir o segundo finalista. Enquanto que a Lyon fez o seu papel, vencendo metade das partidas jogadas, a Just Toy Havoks, segundo representante da América Latina Norte, não conseguiu vencer um jogo sequer, com suas rotas sendo exploradas e completamente dominadas na maioria das partidas.

De volta ao México, a Segunda Etapa da LLN se mostrava idêntica às passadas. Enquanto os leões reinavam tranquilos no topo da tabela, Infinity (time que contava com Leozuxo), Predator, Just Toy Havoks e Dash9 brigavam com unhas e dentes pelas três vagas restantes para as Eliminatórias. Ao fim da etapa regular, a Lyon tinha praticamente o dobro de vitórias em séries do que sua oponente nas semifinais, a JTH, que conseguira a classificação apenas na última série da última semana de campeonato.

(Divulgação/Riot Games)

A disputa pela vaga na grande final foi espantosa. Nos três jogos que perdeu, a JTH se mostrava extremamente passiva, quase que sem vontade de jogar. Suas rotas sucumbiam uma após a outra, o controle de visão era baixo e eles pareciam apenas acompanhar os jogadores da Lyon pelo mapa. A diferença se mostrava até nas escolhas de campeão, onde a Lyon deixava personagens como Cho’Gath, Syndra e Rakan passarem, mas seus inimigos priorizavam um first pick de Sivir, como no segundo – e horrendo – draft da série.

Na final, o desafio – e a qualidade das partidas – foi um pouco maior. Os drafts estavam mais atualizados para o meta, apesar de uma escolha questionável da Infinity de Anivia em cima de um Jarvan por parte dos leões. Os dois primeiros jogos mostraram duas equipes muito mais em sintonia, com o segundo quase sendo a primeira derrota da Lyon em finais, mas sua experiência e paciência se sobressaíram, e num terceiro game fácil, a Lyon se torna octacampeã da LLN.

Agora, chegou a hora da Lyon fazer sua estreia em Mundiais. Por mais que eles pareçam leões em sua região, quem vê de fora enxerga, no máximo, um gato adulto em uma ninhada de filhotes. Para dificultar o que já seria uma jornada complicada, a equipe tem pela frente a WE e a Gambit, duas das grandes forças dessa Fase de Entrada. Será que a Lyon já começou a pensar no seu nono título regional?

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